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domingo, 29 de agosto de 2010

UM ABSURDO!!!!!

"Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7382/10, do deputado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), que pune a discriminação contra heterossexuais. Pela
proposta, quem recusar o ingresso ou a permanência de heterossexual em
qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao
público, poderá ser punido com pena de reclusão de um a três anos.

Além disso, também será punido com um a três anos de reclusão quem
impedir ou restringir a expressão de afetividade entre heterossexuais
e quem sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis e pensões.

Segundo o autor, a preocupação com grupos considerados minoritários
tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser
objeto de discriminação. Cunha acredita que a heterofobia (aversão a
heterossexuais) pode se tornar comum.

O deputado diz ainda que, se o preconceito contra heterossexuais não
for levado em conta nas políticas públicas antidiscriminatórias, "pode-
se transmitir a impressão de que a afetividade da pessoa homossexual,
bissexual ou transgênero encontra-se em um patamar de relacionamento
humano mais elevado que a afetividade heterossexual".

Tramitação

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania e depois pelo Plenário."


Que pensar disso heim????

Rainbow Fest 2010 - Juíz de Fora - MG

Juíz de Fora - MG - RAINBOW FEST 2010

Aconteceu no dia 14 de agosto a Parada gay de Juíz de Fora.

A Tv ChaBanais esteve lá prestigiando nossos parceiros mineiros!













ESSA PARADA TEM HISTÓRIA...

Não são todos que conseguem ver as Paradas Gays além da alegria e da ousadia, como um movimento político e reinvidicatório.

Na verdade, tudo começou na cidade de Nova Iorque, EUA, no ano de 1969. O bar Stonewall, tradicional point de frequência de gays, lésbicas e travestís estava lotado. Naquela noite, choravam a morte da atriz Judy Garland, a "Doroty" do filme
" O mágico de Oz ". A reação à presença da polícia, habituada a batidas e extorsões frequentes, seria diferente. Inconformados, os homossexuais lideraram, na madrugada do dia 28 de junho, uma rebelião que durou quatro dias e resultou em espancamento e prisões de vários manifestantes.

Assim, começavam as manifestações políticas pelos direitos dos gays dos Estados Unidos, movimento que se estendeu pelo mundo inteiro.

Editorial do MGM - Guia Rainbow Fest 2010 - IMPORTANTE!!!

Estamos colocando na íntegra o que foi o editorial do MGM ( Movimento Gay de Minas) na semana do Reinbow Fest 2010:

VOTE CONTRA A HOMOFOBIA!

Edson Neris e Alexandre Ivo! Dois nomes: um paulista, outro carioca! Dois gays assassinados com tamanha brutalidade, pelo simples fato de serem gays! Os assassinatos não foram considerados crime de ódio, de homofobia, pois não há ainda no país lei que criminalise a violência contra pessoas LGBT. Não há lei que nos defenda, não há lei que garanta direitos nem nossa cidadania.

É com o intuíto de alertar a população para isso, que nesse ano o tema do
Rainbow Fest e da Parada do Orgulho Gay de Juiz de Fora pediu o voto contra a homofobia. Em ano eleitoral devemos pensar em que Brasil queremos: se um Brasil conservador, elitista ou um Brasil democrático que considera as diferenças como diversidade e não desigualdade?

Nosso voto é nossa força! Votar em candidatos LGBT ou que tenham a causa LGBT como bandeira dos direitos humanos e da cidadania é fundamental para a construção de
um Brasil cidadão. No Irã e em muitos outros países os homossexuais são condenados à morte pela sua orientação sexual; aqui no Brasil, somos condenados à morte por um Congresso Nacional conservador, elitista, que desconsidera a laicidade do estado e mistura religião e política.

Em outubro, ao entrar na cabine de votação, vote pela sua vida, vote pela sua dignidade, vote pelo seu povo! VOTE LGBT CONTRA A HOMOFOBIA!


Marco Trajano
Presidente

sábado, 21 de agosto de 2010

A Paloma e a Elisa

Texto escrito por Giane Elisa Sales de Almeida, pedagoga, mestre em educação.
Membro do Candances - organização de mulheres negras/ Maria Maria Mulheres em Movimento.
Juiz de Fora - MG

Na foto abaixo, Giane Elisa e Adriana Simone em Juiz de Fora - MG




A Paloma e a Elisa

Paloma é uma travesti.
É negra.
É moradora de rua.
Não dorme no albergue municipal porque os horários do abrigo impossibilitam sua atividade profissional nas ruas, esquinas e becos da cidade... Além disso, não retorna ao albergue com a intenção de escapar da violência policial, que sob o discurso da manutenção da ordem e da segurança pública persegue e avilta direitos de quem, por razões variadas, não tem endereço fixo... Contam as conversas de quem partilha a vida nas ruas com Paloma que em seu caminho há uma promessa feita por um policial militar “vou lhe bater até furar seu silicone...”
Elisa é mulher.
É branca.
Ninguém sabe de seu paradeiro.
Elisa está nas paginas policiais de todos os jornais do país, algumas vezes de maneira desrespeitosa e tendenciosa. Não se sabe ao certo que tipo de relação ela mantinha com o jogador famoso, sabe-se apenas que várias denúncias contra ele já haviam sido feitas por Elisa. Nelas, a violência física foi a principal queixa. Há, inclusive, o relato de uma tentativa, não consentida, de interrupção de uma gravidez de cinco meses...
Embora nossas experiências pessoais diante da violência nos permitam imaginar os destinos de Paloma e Elisa, não é possível dizer o que virá acontecer a uma e o que de fato aconteceu á outra... De concreto podemos dizer que as duas são vítimas do mesmo modelo machista de sociedade, onde o pensamento patriarcal determina e regula corpos e mentes e determina o direito á vida. Aliás, é inconcebível o modo como a sociedade se organiza em nome de regular o corpo feminino diante do direito de escolha em relação a uma gestação indesejada - apontando o aborto como um crime, sob alegação de que tão logo seja gerado o feto já é uma vida - e a passividade desta mesma sociedade quando o que está em jogo é a vida e a segurança feminina. Há mais vida em uma vida do que em outra? De acordo com o jornal O Tempo de 11 de julho de 2010, os casos de violência contra mulheres cresceram em 300% no estado de Minas Gerais. No Brasil, segundo dados da Fundação Perseu Abramo, á cada 15 segundos uma mulher é vitima de violência doméstica.
A resposta para quem se pergunta o que a Paloma, uma travesti, tem haver com a Elisa uma mulher, só pode ser dada revisitando as produções acumuladas pelos estudos feministas. Assim, desvelando uma espécie de cadeia conceitual, a primeira observação a se fazer é a de que o desejo do policial em relação à Paloma é uma expressão de homofobia e que esta, tal como as diversas agressões a que foi submetida Elisa antes de desaparecer, têm uma única origem: o machismo e o sexismo. E, ainda seguindo essa “teia conceitual”, é preciso considerar que essas três categorias que designam formas de preconceito de gênero só permanecem atuando em sociedades onde o patriarcalismo ainda é à base do ideário social. Então, interessa dizer que o patriarcalismo se estrutura no entendimento de que as relações no interior de determinado grupamento se desenrolam sob a vigilância centralizadora de uma figura masculina a quem se deve reverência e obediência.
Além disso, é típico das sociedades patriarcais o entendimento de que a esfera privada não faz parte e independe da esfera pública, discurso que foi amplamente combatido pela atuação das feministas da segunda onda, que empunhando a bandeira “o pessoal é político” trouxeram à baila a discussão de que a vida privada também é responsabilidade política de toda sociedade. Desse modo, não mais faz sentido acreditar que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Assim como é inadmissível manter-se indiferente diante da ciência de que 70% das mulheres assassinadas já haviam prestado queixa de violência domestica e de que nada foi feito para garantir sua segurança e integridade; é inadmissível ficar indiferente à informação de que 80% dos casos de assassinatos de homossexuais têm autor desconhecido, e que em apenas 20% destes o autor é identificado e somente em 10% é punido na forma da lei.
A indiferença de autoridades de todos os níveis e da sociedade de forma geral só ratifica a defesa de que ser mulher ou de ter a orientação/opção sexual identificada pelo senso comum como próxima à condição feminina é passaporte para ausência do direito à segurança e à dignidade plena. Ao depararmo-nos com os crescentes números de assassinatos de mulheres e homossexuais, especialmente as travestis, o que podemos afirmar é que há uma cumplicidade social em relação a esses crimes como se fossem justificados pela condição sexual. Ou seja, de algum modo, a sociedade ainda entende que cometer qualquer tipo de violência contra homossexuais é na verdade uma punição pelo modo como esses dispõem de sua vida sexual. Do mesmo modo o femicídio ainda é compreendido como um crime menor na medida em que será justificado, em grande parte das vezes, como resposta a um “amor” não correspondido... Por incrível e doloroso que pareça esses crimes são na verdade percebidos com certo romantismo idealizado, e aqueles que os cometem não são enquadrados no rol dos criminosos comuns. Assim, Paloma e Elisa têm seus corpos violentados e dispostos com uma conivência tácita da sociedade patriarcal que buscará infinitos meios para desmerecer suas existências. Quando a morte chega para esses sujeitos ainda há quem pergunte “mas o que ela fez?”
Deste modo podemos dizer que o lema da segunda onda feminista continua valendo “o pessoal é político”! É preciso meter a colher nessa briga e buscar direitos básicos para esses grupos. Políticas públicas precisam cada vez mais existir e contribuir para novas formas de relações sociais, aqui o importantíssimo e insubstituível papel da educação. O machismo está de tal modo embrenhado nos meandros da sociedade que quase não se percebe o modo como ele opera de maneira contundente, ininterrupta e cruel. A homofobia nada mais é do que uma forma aprimorada de machismo, e como tal, avilta direitos, regula corpos e extingue vidas. E ação sexista é tão competentemente poderosa que somos capazes de acreditar que quando mulheres ocupam postos que antes se destinavam apenas ao público masculino, que quando paradas LGBT tomam as ruas dos grandes centros, já é a garantia de que vivemos em uma sociedade onde as relações de gênero são igualitárias. Mentira! Do mesmo modo que não vivemos em uma democracia racial não vivemos também uma democracia de gênero. Aliás, democracia é um conceito bastante frágil quando se trata de sociedade brasileira, onde os números da desigualdade, da violência e do não direito são ainda altamente assustadores e desafiadores. Nossa democracia muito se assemelha à democracia clássica, onde mulheres não eram consideradas cidadãs... Ocupar postos e marchar pelas ruas são conquistas e marcadores importantíssimos, porém, não é tudo é não é o bastante.
A Paloma e a Elisa são a esfera privada que se embrenha no público como a ponta de um iceberg. A Paloma e a Elisa são o retrato da desigualdade de gênero e da conivência social diante dela. A Paloma e a Elisa são mulheres, as duas! Se não pela condição biológica, pelo status e a condição social destinada a ambas. A Paloma e a Elisa serão, em pouco tempo, apenas números...
Por elas... Joelma, Monica, Mércia, Eloá, Taís, Daniela, Maria, Cláudia, Ana, Elaine, Ângela, Rebeca, Ramona, Savana... Pela Paloma e pela Elisa continuemos a marcha até que tod@s sejam livres!

Vitória Curi

Vitória Curi, filha do nosso saudoso apresentador Bolinha
(Programa " Clube do Bolinha "), prestigia o Calendário ChaBanais.

Convocatória - Seminário Estadual de Lésbicas e Mulheres Bissexuais.

CONVOCATÓRIA



II SEMINÁRIO ESTADUAL DE LÉSBICAS E MULHERES BISSEXUAIS

Rio de Janeiro, 27 e 28 de agosto de 2010




INSCRIÇÕES DE 18 A 26 DE AGOSTO DE 2010




O Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos em parceria com a Superintendência de Direitos da Mulher, convidam para o II Seminário Estadual de Lésbicas e Mulheres Bissexuais com o Tema “Unindo Esforços, Ampliando Conquistas: Políticas Públicas para Lésbicas e Mulheres Bissexuais”.



Com o objetivo de construir políticas públicas voltadas às Lésbicas e Mulheres Bissexuais o Seminário, com participação do Movimento Social e de Servidoras, Servidores e Gestão Pública Estadual e Municipais, discutirá as propostas levantadas no I Seminário, ocorrido entre os dia 30 de abril e 1 de maio de 2010, para a troca de informações e experiências sobre a situação das Lésbicas e Mulheres Bissexuais no Estado do Rio de Janeiro para a articulação e o desenvolvimento de estratégias comuns que consolidem e ampliem ações para a construção de políticas para o exercício da cidadania plena para Lésbicas e Mulheres Bissexuais, dentro dos seguintes eixos temáticos:

I – Segurança Pública, Polícias e Sistema Penitenciário;

II – Direitos, Justiça e Legislação;

III – Educação, Informação e Pesquisa;

IV – Proteção Integral à Saúde e Meio Ambiente;

V – Assistência Social, Trabalho e Renda;

VI – Cultura, Turismo, Esporte e Lazer.

O público alvo deste seminário são Lésbicas e Mulheres Bissexuais, bem como Gestoras e Gestores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, e todas as pessoas interessadas no tema.

O início do Seminário será no dia 27 de agosto de 2010 (sexta feira) às 9:30 horas, no Centro de Formação Adauto Belarmino, na sede da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos no prédio da Central do Brasil, 7º andar. No dia 28 de agosto (sábado) as atividades serão desenvolvidas no auditório do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, sito na Rua Camerino, 51, Centro/RJ, a partir das 9:30 horas.



As vagas são limitadas às 70 primeiras inscrições recebidas entre os dias 18 e 26 de agosto de 2010 e deverão ser feitas pelo email seminariolesbicas.rj@gmail.com através da ficha em anexo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Parada Gay de Belô

A Tv ChaBanais agradece aos organizadores da 13ª parada de Belô, grupo CELLOS (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual) por nos ter recebido com tanto carinho e atenção.

Meninos, Valeu!!!

Nosso muitíssimo obrigado.



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VI Caminhada de Visibilidade Lésbica em BH

No dia 24/07/2010 ChaBanais esteve presente na VI Caminhada de Visibilidade Lésbica de Belo Horizonte. Embora a Tv ChaBanais sendo ignorada pelas organizadoras, documentou o evento onde havia, como se pode ver, muita gente bonita!!!



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terça-feira, 10 de agosto de 2010

1º Fashion Bazar no Casarão Brasil

A renda será revertida em benefício da construção do abrigo para morador de rua GLS.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Parceria entre o Grupo Arco Iris do Rio de Janeiro e a Tv Chabanais

A Tv ChaBanais esteve presente no Rio de Janeiro, para um encontro com o vice-presidente Almir França e o 1º secretário Julio Moura do Grupo Arco Iris cidadania LGBT.
Nesse encontro foi discutida a parceria do Grupo Arco Iris com a Tv ChaBanais no projeto " Calendário 2011 ". Aguardem a surpresa!!!





domingo, 1 de agosto de 2010

Dillah Dilluz lança DVD Travilleirinho

O lançamento aconteceu no Mary Jane Café no dia 14/07/2010, com muitos amigos presentes e entre eles: Sissi Girl, Junior (Arrasa Bi), Mere (Chabanais), Carlinhos do Mary Jane, Rogério do Casarão Brasil, Roberto Mafra e Marcia Pantera.
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