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domingo, 26 de setembro de 2010

I Ciclo de Debate LGBTT

Aconteceu no dia 16 de setembro o I Ciclo de Debate LGBTT com o tema " As propostas dos candidatos LBGTT para o público LGBTT.
O Debate foi mediado por Douglas Drumond, presidente da Ong Casarão Brasil e teve como participantes os candidatos:

Salete Campari -PT
Amaury - PV
Fernando - PSB
Rosana Star - PRB
Marcia Lima - PSB


Foi um debate muito equilibrado, onde cada candidato colocou de maneira clara a sua proposta para o publico LGBTT.

Douglas Drumond








sábado, 25 de setembro de 2010

Nota oficial sobre as declarações do Vaticano sobre a homossexualidade‏

NOTA OFICIAL DA ABGLT SOBRE DECLARAÇÕES DO VATICANO REFERENTES À HOMOSSEXUALIDADE

(English version below)

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional, fundada em 1995, que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Diante da declaração do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, que afirmou nesta segunda-feira (12/04/2010) que é o “homossexualismo” (sic), e não o celibato, que deve ser relacionada à pedofilia, a ABGLT vem a público se manifestar:

A ABGLT deixa claro no seu estatuto que é contra a pedofilia, seja ela praticada por pessoas de qualquer orientação sexual ou identidade de gênero, heterossexuais ou homossexuais. A ABGLT, no seu primeiro Congresso, realizado de 20 a 24 de janeiro de 2005, em Curitiba, Paraná, Brasil, deliberou pela defesa e garantia do estado laico e contra a exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. A ABGLT entende que a pedofilia é um transtorno, conforme a Classificação Internacional de Doenças 10 - F65.4: 302.2, e que o abuso sexual de crianças e adolescentes é crime. A ABGLT mantém uma campanha permanente contra a pedofilia e o abuso sexual de crianças e adolescentes: http://www.abglt.org.br/port/luta_pedofilia.php ;

Diversos estudos sobre a pedofilia e sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes apontam que a maioria destes crimes é perpetrada por heterossexuais, sem que isto signifique que a heterossexualidade cause a pedofilia. As questões relacionadas à pedofilia propriamente dita são muita complexas e não podem se reduzir a tão simplista diferenciação baseada na orientação sexual dos agressores. O que surge de fato como tendência nos estudos é que os crimes são praticados especialmente por pessoas que têm proximidade, exercem autoridade e possuem confiança em relação às crianças e aos adolescentes, como pais, familiares, religiosos;

A ABGLT não aceita esta provocação do Vaticano contra as pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, que não passa de uma tentativa de desviar a atenção do problema maior que se prolifera dentro do seio da Igreja Católica, o qual deve - sim - ser explicado e esclarecido para a sociedade em geral;

A ABGLT defende um Estado Laico e entende que a liberdade religiosa não garante ao Vaticano o direito de julgar com suas próprias leis os seus pares que abusam de crianças e adolescentes. A ABGLT entende que religiosos que cometam crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes, além de ter o devido acompanhamento dos serviços de saúde, devem ser submetidos às penas previstas pela lei secular, assim como o restante da população. Assim, a ABGLT se soma às demais instituições de direitos humanos e pede que o Vaticano se explique sobre estes crimes cometidos por sacerdotes católicos, e que não culpe de forma irresponsável a comunidade LGBT;

A ABGLT, diferente dos setores fundamentalistas religiosos, defende a educação sexual para crianças e adolescentes, de tal modo que aprendam a ter autonomia sobre seu corpo, e a se proteger e denunciar abusos dentro de casa, nas igrejas e em qualquer outro lugar;

A ABGLT convoca as organizações profissionais, de direitos humanos e LGBT, nacionais e internacionais, a se pronunciarem sobre o assunto;

A ABGLT espera que o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, tenha o mínimo de respeito para as famílias das crianças abusadas por padres e bispos da Igreja Católica, e que, ao invés de jogar a culpa de seus escândalos para a comunidade homossexual, reflita sobre o passado e o mal que historicamente a Igreja tem feito aos negros, deficientes, mulheres, judeus, ciganos, homossexuais e crianças e adolescentes em todo o mundo. Será que futuramente a Igreja vai pedir perdão também aos homossexuais por mais este erro que está cometendo agora?

Viva o Estado Laico. Pelo direito da Educação Sexual de crianças e adolescentes, pela punição (conforme as leis seculares) de religiosos que abusam sexualmente de crianças e adolescentes, por uma nova Igreja que respeite os direitos humanos de todos os cidadãos e todas as cidadãs, sem distinção de qualquer natureza.

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais


OFFICIAL ABGLT POSITION ON VATICAN STATEMENTS ABOUT HOMOSEXUALITY

ABGLT – the Brazilian Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Association – is a national network, founded in 1995, currently having 237 member organizations throughout Brazil. Its mission is to defend and promote the citizenship of these segments of the population. ABGLT is also active on the international scenario and has consultative status with the United Nations Economic and Social Council.

In the face of the statement made by the Vatican’s Secretary of State, Cardinal Tarcisio Bertone, this Monday (12/04/2010) that it is “homosexualism” (sic), and not celibacy, that should be related to pedophilia, ABGLT publicly manifests itself as follows:

In its by-laws, ABGLT makes it clear that it is against pedophilia, regardless of the sexual orientation of gender identity of those who practice it, whether they be heterosexual or homosexual. During its 1st Congress, held on January 20th to 24th 2005, in Curitiba, Paraná, Brazil, ABGLT decided in favour of the defence of the Secular State and against the sexual exploitation and abuse of children and adolescents. It is ABGLT’s understanding that pedophilia is a disorder, as per the International Classification of Diseases 10 - F65.4: 302.2, and that the sexual abuse of children and adolescents is a crime. ABGLT has a permanent campaign on its website against pedophilia and the sexual abuse of children and adolescents: http://www.abglt.org.br/port/luta_pedofilia.php;

Many studies on pedophilia and the sexual abuse of children and adolescents indicate that the majority of these crimes is perpetrated by heterosexual people, without this implying that heterosexuality causes pedophilia. The issues relating to pedophilia itself are very complex and cannot be reduced to a simplistic differentiation based on the sexual orientation of the aggressors. What does arise as a tendency in the studies is that the crimes are committed by people who are close to, hold authority over and count on the trust of the underaged, such as parents, relatives, priests;

ABGLT does not accept this provocation by the Vatican against Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender (LGBT) people, which is nothing more than an attempt to draw attention away from the more important problem that proliferates within the bosom of the Catholic Church, and which undoubtedly should be explained and clarified to society in general;

ABGLT defends the Secular State and understands that religious freedom does not give the Vatican the right to judge with its own laws its peers who abuse children and adolescents. ABGLT maintains that ordained people who commit the crime of sexual abuse of children and adolescents, in addition to receiving due healthcare, must be subject to the penalties provided for by secular laws, in the same way as the rest of the population. As such, ABGLT joins other human rights organizations and demands that the Vatican provide an explanation regarding the crimes committed by catholic priests, and that it does not blame the LGBT community in this irresponsible manner;

ABGLT, differently to fundamental religious sectors, defends sexual education for children and adolescents, in order for them to learn to have autonomy over their bodies, and learn to protect themselves from and report abuse at home, in churches, and wherever else it may occur;

ABGLT calls on professional, human rights and LGBT organizations, both national and international, to make pronouncements on this matter;

ABGLT hopes that the Vatican’s Secretary of State, Cardinal Tarcisio Bertone, will be capable of showing the minimum of respect to the families of the children abused by priests and bishops of the Catholic Church, and that, instead of placing the blame of its scandals on the homosexual community, it reflects on the past and on the harm that the Church has historically caused to Black people, the disabled, women, Jews, gypsies, homosexuals and children and adolescents throughout the world. Will the Church, in the future, also ask forgiveness of the homosexual community for yet another injustice it is committing now?

Long live the Secular State. For the right for children and adolescents to have Sexual Education, for the punishment (under secular laws) of ordained people who sexually abuse children and adolescents, for a new Church that respects the human rights of all citizens, indiscriminately.

ABGLT - Brazilian Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Association

Inglaterra implanta sistema de registro de queixa de ódio nas escolas‏

INGLATERRA IMPLANTA SISTEMA DE REGISTRO DE QUEIXAS DE ÓDIO NAS ESCOLAS


Um garoto de apenas dez anos de idade está eternizado nos registros estudantis da Inglaterra por chamar um colega de Gay boy.

Esse é o primeiro exemplo público de como funcionará o registro de queixas de ódio nas escolas da Inglaterra que, desde setembro, pode incluir crianças a partir dos cinco anos de idade por usarem ofensas homofóbicas.

Os detalhes de como tudo funciona foram revelados quando a mãe de um garoto na cidade de Weston-super- Mare descobriu que as ofensas homofóbicas disparadas pelo seu filho ficariam eternizadas em sua documentação escolar e disponível em todas as escolas e universidades do país.

Peter Drury, de apenas dez anos de idade, usou a expressão Gay boy para ofender um colega fora da Escola Primária Ashcombe, mas foi a mãe de outro aluno que relatou o fato à diretoria.

A mãe do garoto homofóbico, Penny Drury, desabafou para o tablóide inglês Daily Mail: “Ele não entende sobre o básico, como ele pode ser homofóbico? Peter é um garoto muito ingênuo que não sabia o que estava fazendo e agora está muito triste por estar envolvido nisso. Nada disso quer dizer que ele se transformará em um homofóbico violento no futuro. Ele deve ter escolhido a palavra aleatoriamente e achou que significasse ‘idiota’. Se eu tivesse ouvido teria sido a primeira a corrigi-lo e orientá-lo a não usar essas expressões, mas inclui-lo [no registro de ódio] é exagero”.

Os pais de Peter pediram que a escola removesse o filho dos registros mas o diretor se recusou. O objetivo da medida é combater a epidemia dos casos de bullying nas escolas britânicas.


Agora vem cá: estamos falando de um menino de 10 anos, não de 3. Dizer que ele não entende sobre o básico e que escolheu as palavras aleatoriamente achando que "Gay" significava "idiota" é o mesmo que dizer que o menino é retardado mental.

Provavelmente ele sabe operar e programar iPods, celulares, controles remotos, MP3, computadores e Nintendos muito melhor do que qualquer um de nós.

Com certeza desde a mais tenra idade ele já sabe que não pode usar palavras racistas, mas estranhamente ele não sabia que não pode usar palavras homofóbicas.

Falha grave na educação do garoto. Até mesmo porque ele não inventou essas palavras, ele está reproduzindo a homofobia que aprendeu em algum outro lugar.

OK, talvez fichar o garoto pra sempre seja um pouco exagerado, mas deveriam pelo menos levá-lo de sala em sala para que ele conte o que fez, diga que está arrependido e peça desculpa a todos os coleguinhas por ter sido homofóbico. Afinal, vários deles são Gays e todos têm parentes e amigos Gays. Isso servirá de exemplo para que nenhum outro aluno faça o que ele fez.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://centraldenoticiasgays.blogspot.com/2010/03/inglaterra-implanta-sistema-de-registro.html

Travestis e Transexuais podem usar nome social nas escolas públicas do DF‏

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS PODEM USAR NOME SOCIAL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF


Os nomes constarão nos Diários de Classe. Portaria neste sentido, assinada nesta terça-feira, 9/2, pela secretária de Educação, em exercício, Eunice Santos, deverá ser publicada no Diário Oficial do DF desta quarta-feira, 10/2, início do ano letivo

“Esta é uma forma de transmitirmos aos nossos estudantes, que estão em processo de formação, o senso de aceitação e respeito à diversidade”, afirma a secretária de Educação do DF, em exercício, Eunice Santos.

Para ela, “a Secretaria de Educação tem o dever de colaborar para combater o preconceito e a discriminação nas escolas”. O estudo “Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas” , realizado pela RITLA – Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), por solicitação da Secretaria de Educação do DF, demonstra que o preconceito e a discriminação estão presentes na rede pública de ensino.

De acordo com a pesquisa, 16,3% dos alunos com mais de 18 anos não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe. Entre os que têm entre 17 e 18 anos, o índice sobe para 20,5%. Quanto mais jovens, mais o preconceito aumenta. Na faixa de alunos com menos de 11 anos, 48,7% não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe.

O preconceito e a discriminação também podem ser sentidos nos xingamentos sofridos pelos homossexuais. O estudo da RITLA mapeou 14 expressões agressivas utilizadas contra os homossexuais, entre elas, biroba, bicha, viado, sapatão e lacraia.

Os pesquisadores ouviram, no ano de 2008, 9.937 estudantes e 1.330 professores, em 84 escolas das 14 Diretorias Regionais de Ensino

“Permitir que travestis e transexuais possam ser chamados pelos nomes que efetivamente escolheram é uma demonstração concreta de respeito à individualidade de cada um e também é maneira de enfrentar esta violência”, avalia o professor Edilson Rodrigues, gerente de Educação de Jovens e Adultos da SEDF – um dos principais defensores da medida que prevê a inclusão do nome social no Diário de Classe.

O diretor do Centro de Ensino Médio 2 do Gama, Júlio César Ferreira Campos, eleito em dezembro, acredita que pode haver resistência por parte de familiares, estudantes e professores. Ele aposta na compreensão e no diálogo para harmonizar a convivência e a aceitação entre todos os indivíduos.

“Tivemos, no ano passado, o caso de dois alunos transexuais que se recusavam a responder a chamada ou atender os professores pelos nomes do registro civil”, conta o diretor. “A solução foi passar a chamá-los pelo nome social, o que significou um ato de respeito a estes alunos”, completa.

De acordo com a portaria, o nome social deverá acompanhar o nome civil em todos os registros internos da instituição educacional. No histórico escolar, declarações e certificados constará apenas o nome civil.

O estudante maior de 18 anos deverá manifestar à escola o desejo, por escrito, de inclusão do nome social. Estudantes menores de 18 anos, a inclusão poderá ser feita mediante autorização dos pais ou responsáveis.

A portaria orienta que todas as instituições educacionais desenvolvam projetos de combate à homofobia.

Conheça o texto da portaria (http://noticiasdarede.se.df.gov.br/wp-content/uploads/2010/02/portaria-nome.pdf)

Acesse o site da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e conheça o Programa Brasil Sem Homofobia (http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/brasilsem/)

Málcia Afonso – Ascom

Publicado originalmente em: http://www.se.df.gov.br/300/30001002.asp?ttCD_CHAVE=95572

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ensaio fotográfico para o Calendário 2011

Uma pequena amostra do que foi o ensaio fotográfico para o Calendário 2011.

Presença de Anita, criadora da personagem lésbica do gibi Katita e do Sargento Fernando que, também é candidato à Deputado Federal pelo PSB 4010


domingo, 19 de setembro de 2010

Parada do Orgulho LGBT Rio 2010

PARADA DO ORGULHO LGBT RIO 2010

TEM NOVA DATA E EXTENSA PROGRAMAÇÃO



A Parada do Orgulho LGBT Rio 2010, que anteriormente estava prevista para outubro está confirmadíssima, para o dia 14 de novembro, às 14 horas. Vamos sacudir a Praia de Copacabana com muita música, alegria e reivindicações! Leve tod@s seus amig@s para ocuparmos o cartão postal do Rio com todas as nossas cores!

Queremos fazer um evento com qualidade, segurança e muita energia, passando a mensagem da população LGBT para a sociedade: igualdade de direitos e o fim da homofobia.

Estamos num momento de grande importância para o futuro do país, pois elegeremos nossos governantes e nossos legisladores para os próximos quatro anos. Até hoje, nenhum projeto que beneficie a população LGBT foi aprovado em âmbito federal.

Milhões de brasileir@s LGBT não têm sua união civil reconhecida; e os benefícios que casais heterossexuais desfrutam ainda nos são negados. O preconceito e discriminação ainda se sobrepõem ao reconhecimento do Estado Laico. Por isso, TODAS E TODOS no dia 14 de novembro na praia de Copa!!!



Informações para a imprensa

Márcia Vilella | Diego Cotta

Target Assessoria de Comunicação

Tels.: 21 8158 9692 | 8158 9715 | 2284 2475

target@target.inf.br | www.target.inf.br

"As lébicas são mulheres, eu não sou"

Fonseca está em transformação há dois anos, desde que descobriu o tratamento e a existência de pessoas como ele

Enquanto não faz a cirurgia, transexual usa várias camisetas e uma faixa para apertar os seios sob o terno

DE SÃO PAULO
Depoimento de Renato Fonseca, 43, nascido Rosane Oliveira da Fonseca. Profissão: serigrafista. Casado há 11 anos. Vive em Porto Alegre.
Eu nasci em um corpo errado. Meu pai é funcionário público aposentado e a mãe é dona de casa e costureira.
Sempre fui assim, desde criança. Quando cheguei aos 18, saí de casa para me assumir plenamente.
Todas as pessoas como eu tiveram problema com a mãe. O pai em geral não está nem aí. A mãe é que é mais complicado.
Nunca vesti roupas de menina. Na escola, a sorte era que o uniforme era abrigo e tênis -graças a Deus. Sempre tive apelidos masculinos (Falcão, Rique). E só brincava com os meninos.
Se você me olha, você vê claramente que sou um homem. Lésbicas são mulheres. Eu, não. Me sinto como homem. Penso como um.
Os homens são mais grosseiros. As mulheres são mais delicadas, mais cheias de ai-ai-ai. Eu não sou assim. Comigo é tudo na base dos trambolhões.
Aos 16 anos, namorei pela primeira vez uma mulher. Ela tinha 26 e sempre me tratou como um menino.
Na minha empresa, todo mundo sabe que nasci mulher, mas me chamam de Fonseca. E estão acompanhando a minha transformação. Estou criando barba, bigode, a voz está engrossando cada vez mais. E está todo mundo tranquilo.
Se eu soubesse que havia esse tipo de tratamento [hormonal, para o desenvolvimento de caracteres secundários masculinos], teria ido antes. Há dois anos estou lá.
Quando cheguei, foi uma felicidade. Até então eu só conhecia lésbicas, heterossexuais e transexuais que querem ser mulheres.
De dois anos para cá, já encontrei umas 15 pessoas como eu. E está aparecendo cada vez mais gente.
Eu fiquei feliz de saber que isso era possível. Quando eu vi o Paulo, braços cabeludos, barba... Ali estava alguém que tinha sido uma guria. Era uma transformação incrível.
A parte de cima me incomoda muito. Para mim, não faz parte. Eu chego em um lugar, de barba e bigode, e está tudo ok. Mas quando a pessoa vê o peito, começa a me estranhar: isso aí é um homem ou uma mulher? Se eu não tiver o peito, ela não vai pensar assim.
Meu peito é tamanho médio, mais ou menos, nem sei direito. Eu não me olho muito. Para esconder o peito, uso três camisetas, faixa para apertar e terno.
Em março de 2009, comecei a fazer o tratamento hormonal. De lá para cá, a minha voz engrossou mais. Fiquei um pouco mais agressivo, mais possessivo, mais estourado. Já estou com barba e bigode, com pelos na barriga. Parou a menstruação. Aumentou a minha libido e meu clitóris cresceu. Está do tamanho do dedo mindinho.
Tem gente no grupo [de transexuais como Renato] que tenta fazer xixi de pé, mas para mim isso não importa.
Minha esposa -sou casado há 11 anos com uma mulher muito feminina- diz que não tem necessidade de eu fazer a operação na parte de baixo. Ela já está bem contente [risos].
Hoje, eu entrei no banheiro e olhei meu rosto no espelho. Que alegria ver todos aqueles pelos da barba. Já é uma transformação e tanto, mas quero chegar em um tórax sem peito e todo peludo.

Mudança de sexo pode levar mais de dois anos

DE SÃO PAULO
O procedimento até a cirurgia de redesignação sexual é longo, e obedece os critérios estabelecidos pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
O interessado em se submeter à mudança deve ser maior de 21 anos e precisa ter sido diagnosticado como transexual por uma equipe de psicólogos e psiquiatras.
Insatisfação duradoura com o próprio sexo e o desejo expresso de eliminar os genitais são questões avaliadas pela equipe por, pelo menos, dois anos.
Então o tratamento hormonal -testosterona no caso das mulheres- tem início e, em meses produz os primeiros efeitos: crescimento da barba, engrossamento da voz e aumento do tamanho do clitóris.
Se quiser, o paciente pode ainda se submeter à mastectomia (retirada das mamas) e realizar operações para eliminar útero, trompas, ovário e vagina.
Mas para o urologista Carlos Cury, especialista em cirurgias de transgenitalização, boa parte já se satisfaz em retirar os seios:
"Isso já causa um impacto emocional, esses pacientes têm uma necessidade muito grande de se mostrar como homens."
A neofaloplastia (realizada pelo alongamento do clitóris ou da construção de um pênis na musculatura do antebraço da pessoa) é experimental.
A Organização Mundial da Saúde considera a transexualidade um distúrbio, e é essa caracterização que facilita o acesso à cirurgia, lembra Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.
"O SUS só paga a cirurgia porque esse fenômeno é considerado um transtorno. Se não fosse, essas operações seriam tidas como meramente estéticas."




SAO PAULO
The procedure to sex reassignment surgery is over, and meets the criteria established by CFM (Conselho Federal de Medicina)
The person to be subject to change must be 21 or older and must have been diagnosed as a transsexual by a team of psychologists and psychiatrists.
Lasting dissatisfaction with their sex and expressed desire to eliminate genital issues are evaluated by the team for at least two years.
So-testosterone hormone treatment for women-opened, and the first months produces effects: beard growth, voice deepening and enlargement of the clitoris.
If desired, the patient can still undergo mastectomy (removal of breasts), and operate to remove the uterus, fallopian tubes, ovaries and vagina.
But for Carlos Cury urologist, a specialist in the reassignment surgeries, much has already been satisfied to remove the breasts:
"This causes an emotional impact, these patients have a very strong need to show how men."
The neofaloplastia (performed by stretching the clitoris or the construction of a penis in the muscles of the forearm of the person) is experimental
The World Health Organization considers transsexualism a disorder, and this characterization is to facilitate access to surgery, says Alexandre Saadeh, Institute of Psychiatry, University Hospital.
"SUS only pay the surgery because this phenomenon is considered a disorder. If not, these operations would be regarded as purely aesthetic."

Promulgada a lei que cria combate à homofobia no Paraná

ROBERTO REQUIÃO PROMULGA LEI QUE CRIA DIA DE COMBATE À HOMOFOBIA NO PARANÁ


O governador do Paraná Roberto Requião promulgou, na última segunda-feira, 15 de março, lei que institui o dia 17 de maio como o Dia Estadual de Combate à Homofobia no Estado.

Requião, no entanto, nem sempre esteve em sintonia com a comunidade LGBT. Em outubro de 2009, ele disse em um programa de TV que o câncer de mama em homens poderia “ser consequência de passeatas gay". Uma semana após o ocorrido, o governador usou a reunião semanal da Escola de Governo para falar em prol da diversidade.

O Dia Estadual de Combate à Homofobia no Estado é uma iniciativa da deputada estadual Rosane Ferreira (PV) e do ex-deputado estadual Professor Lemos (PT). De acordo com Lemos, a promulgação “é um avanço na luta pela igualdade de direitos e pela não discriminação quanto à orientação sexual e identidade de gênero de cada ser humano”.

Já a deputada Ferreira salienta que a falta de debate e conscientização sobre o direito de orientação sexual e identidade de gênero agrava ainda mais a discriminação. “É por isso que apoiamos todos os movimentos de defesa dos homossexuais, avançando na conquista de uma sociedade mais justa e democrática”, declarou.

A notícia foi comemorada pelos ativistas LGBT do estado, que acreditam que a instituição da lei é reflexo do trabalho de grupos que defendem a igualdade de direitos aos LGBT. “Em um estado conservador como o Paraná, uma data como essa se torna necessária para que a visibilidade positiva da comunidade LGBT, bem como a reflexão sobre os direitos humanos da mesma, sejam fomentados e resguardados”, afirma Rafaelly Wiest, presidente do Grupo Dignidade.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: UOL http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=brasil_mundo&cod=7599

9 Estados brasileiros já aprovam e reconhecem união gay

Levantamento realizado pelos Tribunais de Justiça brasileiros e divulgados no fim de semana apontam que nove estados do país já possuem jurisprudências possitivas para uniões de Homossexuais.

São decisões dadas em primeira ou segunda instâncias que permitiram uniões civis entre Homossexuais e ou suas dissoluções.

Agora, o STF está analisando um pedido feito pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para que a união estável de pessoas do mesmo sexo tenha valor igual ao de uma união heterossexual.

Este levantamento entre os tribunais brasileiros foi pedido pelo relator desta ação proposta por Cabral, o ministro Carlos Ayres Britto.

O relatório indica que grande parte dos ministros do Supremo tem se mostrado a favor da união estável entre Homossexuais e todos os direitos dela decorrentes, como a concessão de pensão e a permissão para adotar crianças.

O STF deve unificar o assunto editando uma súmula que deveria ser seguida por todo o Poder Judiciário. Essa súmula, provavelmente, permitirá uniões Gays em todo o Brasil, mas uma grande discussão na sociedade deve acontecer antes desta decisão, e a opinião pública pode mudar os rumos do processo.

O levantamento encontrou pelo menos uma sentença favorável em primeira ou segunda instância em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Acre, Piauí, Mato Grosso e Alagoas.

Os demais Estados não têm decisões favoráveis ou declararam não ter registro de julgamentos nesse tipo de questão.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://centraldenoticiasgays.blogspot.com/2010/02/justica-de-9-estados-brasileiros-ja.html

Conselho Federal de Serviço Social adota o manual de comunicação LGBTT

Você sabe porquê é incorreto e preconceituoso utilizar o termo homossexualismo? E porquê a sigla GLS não deve ser empregada como referência à atuação política dos Movimentos LGBTs? Ou ainda, porquê não se deve dizer "o" Travesti, e sim "a" Travesti?

Para tirar estas e outras dúvidas e, principalmente, reduzir o uso inadequado e preconceituoso de terminologias que afetam a cidadania e a dignidade de 20 milhões de LGBTs no Brasil, foi lançado, no final de janeiro, o Manual de Comunicação LGBT.

Disponível nos idiomas português, espanhol e inglês, o Manual tem como foco a imprensa brasileira (jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, bibliotecários etc.), mas serve também para pessoas e segmentos da área e toda a sociedade.

Segundo a ABGLT, o Manual está diretamente relacionado às metas do Movimento LGBT de contribuir com a elaboração de ferramentas capazes de formar e informar a sociedade brasileira sobre seus direitos humanos e "pretende reforçar os papéis assumidos por cada cidadão para a construção de uma sociedade mais justa, humana, solidária e com pleno acesso aos direitos concedidos na Constituição Brasileira".

Desde 2006, quando o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha pela liberdade de orientação e expressão sexual, em parceria com as entidades políticas LGBTs, e publicou a Resolução 489/2006, "que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do assistente social", o CFESS tem acompanhado as demandas desse segmento e apoiado ações que contribuem para superar preconceitos e violações de direitos. E o Manual faz parte dessas ações.

"O Manual de Comunicação LGBT é muito importante para contribuir com a disseminação de uma linguagem respeitosa, neste caso, com a liberdade de orientação e expressão sexual e com a identidade de gênero. O material é mais uma ação estratégica na luta pela conquista dos direitos de LGBTs e por uma convivência realmente democrática", defendeu Silvana Mara de Morais dos Santos, conselheira do CFESS, integrante da Comissão de Comunicação e coordenadora da Comissão de Ética e Direitos Humanos.

Ainda segundo Silvana, o material contribuirá para que a mídia se comunique melhor, com uma linguagem respeitosa aos segmentos LGBTs. Mas ela ressalta que o Conjunto quer mais. "Queremos mais do que se comunicar de maneira 'politicamente correta'. Queremos uma sociedade fundada na igualdade real com respeito e valorização da diversidade humana", ressaltou.

A CFESS tem se articulado para dialogar com os movimentos sociais e sujeitos coletivos, como o movimento feminista, Movimentos LGBTs, movimentos pela igualdade racial, movimentos na área da infância, adolescência, pessoa idosa, pessoa com deficiência e demais movimentos e entidades que atuam na luta pelos direitos de indivíduos historicamente oprimidos.

Para completar, Silvana ainda convida os CRESS a divulgarem o Manual de Comunicação LGBT para os assistentes sociais de suas respectivas regiões. "O debate firme e democrático é uma boa arma contra as formas de preconceito historicamente consolidadas. O conjunto CFESS-CRESS tem um compromisso com a defesa dos direitos humanos".

Baixe gratuitamente o Manual de Comunicação LGBT através do link: http://www.abglt.org.br/docs/ManualdeComunicacaoLGBT.pdf

sábado, 18 de setembro de 2010

Gays buscam união estável para garantir seus direitos

Contrato assegura ao companheiro o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo e a posse dos bens adquiridos durante a convivência; em 2008 e 2009, sete cartórios da capital registraram 204 'casamentos'

Isis Brum

Marcelo e Luciano nunca puderam se casar, apesar de viverem juntos por cinco anos. No ano passado, Luciano morreu, vítima de aids, deixando direitos trabalhistas para serem recebidos. Sua família, que nunca aceitou seu relacionamento, entrou com uma ação na Justiça para requerer a indenização, alegando que ele era solteiro e não mantinha qualquer compromisso sério com Marcelo.

Os nomes são fictícios, mas a história, que se passa no interior do Estado, é verídica e recorrente, segundo as associações de defesa dos trans e homossexuais. O casal não tinha o contrato de união homoafetiva que assegura ao companheiro o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e a posse dos bens adquiridos durante a convivência.

Esse pacto já foi formalizado por 204 casais de gays e lésbicas, em 2008 e 2009, em sete Cartórios de Notas da capital, que registraram essa contagem. A Associação da Parada do Orgulho GLBTde São Paulo ajudou a oficializar a união de mais 240 casais desde 2003.

Ideia

A união homoafetiva é um contrato semelhante ao de união estável feito por casais heterossexuais. Nesse documento público, assinado diante de testemunhas e registrado em cartório, os parceiros reconhecem a relação de convivência, definem o regime de partilha de bens (comunhão universal ou parcial ou separação total), a tutela dos filhos e nomeiam, se quiserem, o companheiro como seu procurador para administrar o patrimônio em caso de morte ou evento incapacitante (acidente ou doença).

“A ideia de se fazer esse pacto é comprovar a existência da união entre os homossexuais”, diz Maria Berenice Dias, advogada especializada em união homoafetiva e desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. “Em posse desse documento, o companheiro pode ser nomeado inventariante, requerer pensão junto à Previdência e o direito de colocar seu cônjuge como dependentes no plano de saúde.”

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu o direito de casais homossexuais em união estável a receber os benefícios da previdência privada em caso de morte do parceiro. A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, afirmou que “a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo não pode ser ignorada” e que, por mero preconceito, “sejam suprimidos direitos fundamentais das pessoas envolvidas”.

Provas

Segundo Berenice, os homossexuais estão desamparados juridicamente e documentos como o pacto de união homoafetiva tornam-se provas importantes para brigar por direitos ainda negados no âmbito do Direito de Família, Previdenciário, Cível e Tributário.

“Tudo o que puder ser feito no sentido de criar jurisprudência que regularize a união entre homossexuais, o cartório fará”, garante a tabeliã Priscila de Castro Teixeira Pinto Lopes Agpito, do 29º Tabelião de Notas. “Se a lei não veda, podemos fazer. Mas no caso da união homoafetiva, houve determinação expressa da nossa corregedoria para que todos os tabeliães lavrassem essas escrituras”, completa.

O 26º Tabelionato de Notas, na região central de São Paulo, foi o que mais realizou pactos de união estável entre casais gays e lésbicos. Foram 68 em 2008 e 67 no ano passado - um salto de 3.250% em comparação com as duas únicas escrituras lavradas no primeiro ano de registro, em 2002.

Enquanto a sociedade e o poder Judiciário avançam, no sentido de legalizar a união entre homossexuais, a legislação segue atrasada por preconceito, avalia Maria Berenice. Segundo ela, existem pelo menos 17 projetos de leis sobre o tema à espera de votação na Câmara desde 1995. “Tem uma que diz que homofobia é crime. Mas precisa de lei para ser crime? Não é óbvio?”, indaga.


VALOR JURÍDICO

A declaração de união estável pode ser feita em qualquer Cartório de Notas

Deve ficar expressa a convivência entre pessoas do mesmo sexo

Define-se o regime de partilha de bens: comunhão total ou parcial

Dá direito à posse imediata dos bens e de abertura de inventários

Pode-se requerer o direito à pensão no INSS e privada

Dá direito à dependência no plano de saúde do companheiro

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://www.jt.com.br/editorias/2010/02/16/ger-1.94.4.20100216.1.1.xml

terça-feira, 14 de setembro de 2010

NOTA DE REPÚDIO

Amigas, amigos e jornalistas,

O Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, que se reúne a cada 15 dias no Casarão Brasil, para debater questões jurídicas sobre os direitos de LGBTs acaba de emitir uma Nota de Repúdio contra um Conselheiro da OAB SP que dentre outras coisas fez as seguintes afirmações durante um evento ocorrido na OAB SP, no mês passado:

"embora eu possua inclusive amigos gays" ..... "recebi uma educação séria e rigida"......"sou de uma época em que homem gostava de mulher e vice-versa"....."não me sinto à vontade quando saío com minha filha pequena e vejo dois homens se beijando, pois não sei o que dizer"...

Por fim, ainda vez a seguinte pergunta:
"Não seria o caso de se emendar o art. 5º, inc. I, da CF/88 para se declarar que homens, mulheres, gays, lésbicas e simpatizantes são iguais perante a lei".
O teor da Nota de Repúdio segue abaixo. Contamos com o apoio de todos os grupos militantes neste episódio que muito mal estar tem nos proporcionado e para eventual reação no caso de retalhiações institucionais.

GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual

03/09/2010 Nota de Repúdio


O GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, vem, pela presente, declarar o seu mais absoluto repúdio às manifestações de cunho nitidamente homofóbico externadas pelo Dr. José Eduardo Tavolieri de Oliveira (OAB/SP n.º 135.658), na palestra sobre União Homoafetiva, realizada no dia 05/08/2010 na sede da OAB/SP, ministrada pelo Eminente Professor Álvaro Villaça Azevedo (OAB/SP n.º 13.595) - homofobia = preconceito ou discriminação contra LGBTs.


Com efeito, o Dr. José Eduardo Tavolieri, em um auditório repleto de estudantes de Direito (ou seja, de bacharéis em formação, que buscam melhor conhecimento participando de eventos da OAB-SP e buscam, por isso, opiniões de juristas em palestras diversas), logo após a finalização do discurso do Dr. Álvaro Villaça, decidiu fazer um aparte para dizer que, embora possua inclusive amigos gays (sic), como se isso fosse uma enorme e benevolente concessão de sua parte, afirmou que recebeu uma educação séria e rigida, [como se os LGBT's não tivessem sido bem educados por suas familias], que é de uma época em que homem gostava de mulher e vice-versa (sic) [como se a homoafetividade não fosse tão antiga como a humanidade], razão pela qual não se sentia à vontade quando saía com sua filha pequena e via dois homens se beijando, pois não sabia o que dizer (sic), em um tom claramente restritivo/contrário às manifestações públicas de afeto entre casais homoafetivos quando ditas manifestações são aceitas/toleradas entre casais heteroafetivos.


Repudia-se, igualmente, a colocação deste mesmo advogado no sentido de que gays não seriam homens e lésbicas não seriam mulheres (sic) e sua conseqüente indagação ao palestrante Prof. Álvaro Villaça se não seria o caso de se emendar o art. 5º, inc. I, da CF/88 para se declarar que homens, mulheres, gays, lésbicas e simpatizantes são iguais perante a lei (sic).


Nesse sentido, o GADvS ratifica as declarações indignadas de pessoas presentes ao evento que, em resposta ao Dr. Tavollieri afirmaram que gays são homens, lésbicas são mulheres e o Dr. José Eduardo Tavolieri é homofóbico (sic). Tal manifestação ensejou resposta do Dr. José Eduardo Tavolieri, que disse que não é homofóbico (!) e que não quis ofender ninguém (!), no que a própria platéia fez um eloqüente som de irônica concordância, deixando clara a hipocrisia de referida fala - pois é obviamente e notoriamente ofensiva a todo e qualquer homossexual (gay ou lésbica) a afirmação segundo a qual o gay não seria um homem e uma lésbica não seria uma mulher... Assim, o GADvS repudia as declarações do Dr. Tavolieri, exposta no parágrafo anterior (destacando-se que não se está repudiando a instituição OAB/SP, mas especificamente o Dr. Tavolieri).


Logo após a manifestação contestatória dos presentes, o Prof. Villaça, dizendo o óbvio, disse que não seria possível a emenda à Constituição Federal, pois todas as pessoas são homens ou mulheres [donde Villaça reconheceu a obviedade segundo a qual gays são homens e lésbicas são mulheres.


Em que pese a correta afirmação supra, desmistificando a ignorância de que gays não seriam homens e lésbicas não seriam mulheres, repudia-se também a postura do Professor Álvaro Villaça pelas diversas piadinhas de cunho nitidamente homofóbico proferidas durante sua palestra, como quando ele, ao se opor à adoção por casais homoafetivos, afirmou que seria estranho a uma criança ter dois pais, afirmando "que a criança vai ter uma mãe com pelos no peito" (sic) e que quando perguntarem para a criança "- Qual o nome do seu pai? José - E da sua mãe? João" (sic), o que fez em um tom nitidamente jocoso, em uma brincadeira de inequívoco mau-gosto que só serve para aumentar estereótipos nitidamente discriminatórios contra os cidadãos homoafetivos [o que passa a ideia de que, por causa da homofobia, não deveríamos combater a homofobia...].


Ressalte-se que o GADvS entende e respeita pessoas que foram criadas em um contexto histórico distinto, pautado por um inconsciente coletivo inequivocamente homofóbico, que (inacreditavelmente) classificava como "verdade universal" a mentira segundo a qual homossexuais seriam pessoas "doentes" e "depravadas", o que a evolução dos tempos tem comprovado não passar de puro preconceito. Contudo, o GADvS não tolera que nenhuma pessoa, independentemente da época em que foi criada, tenha discursos nitidamente preconceituosos, especialmente perante estudantes universitários, que ainda estão em processo de amadurecimento de seu senso crítico e acabam, muitas vezes, aceitando como válidas as afirmações de palestrantes, especialmente quando os mesmos são notoriamente conhecidos como argumentos de autoridade, como o Prof. Álvaro Villaça Azevedo.


Com isso, o GADvS expressa que não está repudiando propriamente o pensamento jurídico do Prof. Álvaro Villaça, que considera que a união homoafetiva não seria uma entidade familiar, mas uma mera "sociedade de fato" (a ser regida pela Súmula n.º 380 do STF, que desvirtua por completo a união familiar para considerá-la como se fosse um mero contrato mercantil), embora o GADvS considere esta posição simplória e desprovida de um raciocínio pautado por conhecimentos basilares de hermenêutica jurídica - como o de que impossibilidade jurídica do pedido só existe quando há enunciado normativo expresso que proíba tal situação (cf. STJ, REsp n.º 820.475/RJ), donde possível é a colmatação da lacuna em questão pelo uso da interpretação extensiva ou da analogia para o reconhecimento da possibilidade jurídica do casamento civil, da união estável e da adoção conjunta por casais homoafetivos (e dizer que a união homoafetiva seria uma hipótese de "casamento inexistente", como faz o Prof. Villaça, é o mesmo que dizer que o pedido de casamento civil/união estável/adoção conjunta por casais homoafetivos seria um pedido juridicamente impossível...).


O GADvS respeita o direito do Prof. Álvaro Villaça de defender a tese jurídica que julgar mais coerente com seu raciocínio jurídico. O que o GADvS não tolera e repudia na postura do Prof. Álvaro Villaça são piadinhas de inequívoco mau-gosto que o mesmo proferiu por elas servirem apenas para difundir ainda mais nefastos estereótipos preconceituosos contra cidadãos e cidadãs homossexuais.

Sem mais para o momento,
GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual



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sábado, 11 de setembro de 2010

Atitude corajosa de uma mãe

Recebi e encaminho a quem possa interessar. Penso que, considerando tantos relatos de atitudes intolerantes, homofóbicas, deploráveis, é muito pouco, mas, de qualquer maneira, o coração da gente se aquece de esperança de que tudo mude, quando ficamos sabendo de atos como os desse relato:

Relato recebido de uma mãe do GPH (ela permitiu a divulgação, com identificação)

No último sábado (04/09/10), fomos convidados por duas amigas, para ir ao Clube Piratininga – São Paulo . Éramos um grupo de familiares e amigos.

O Fe, meu filho e seu companheiro Gió, que eu considero como se também fosse meu filho, os dois foram para a pista dançar, mas, infelizmente, foi solicitado por um dos seguranças do clube, que eles se retirassem da pista de dança.

O ocorrido causou um grande constrangimento, mal estar e vergonha, os meninos ficaram sem ação e eu fui falar com o responsável e organizador do baile Sr. Aroldo. Eu disse a ele que eu iria tomar providências drásticas, e ele revidou dizendo que era norma do Clube dançarem somente homens com mulheres.

Conversando, ele acabou cedendo, e perguntou o que eu queria que ele fizesse para que tudo ficasse bem. Dai me ocorreu que a melhor atitude no momento já que todos tinham presenciado a retirada dos dois da pista, seria ele convidar para que eles voltassem a dançar, mas, sinceramente, não acreditei que ele iria me atender.

No entanto, para minha surpresa, Sr. Aroldo, pegou o microfone, parou a orquestra e convidou os meninos para irem até a pista. Em seguida, ele também me convidou, eu fiquei muito emocionada e feliz. Sr. Aroldo, ao microfone, se desculpou e disse que o importante é o amor e não a orientação sexual, enfim minha amiga foi uma noite inesquecível , a orquestra retornou e nos primeiros acordes o Fe e o Gio, começaram a dançar e os presentes fizeram uma roda em volta deles, para homenageá-los, eu ri e chorei muito de emoção.

E saiba, minha amiga, que muitos dos presentes vieram me cumprimentar pela atitude, até o Sr. Aroldo. E, aproveito para parabenizar o Sr. Aroldo pela atitude humana e corajosa.

Um grande abraço, com toda minha admiração,

Ofelia Rolim

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Stephanie Rice e seu comentário homofóbico

A Jaguar, patrocinadora da nadadora Stephanie Rice, campeã olimpica australiana, cancelou o patrocínio devido à comentário homofóbico feito no Twitter pela nadadora após vitória da Austrália sobre a Africa do Sul em jogo de Rugbi.
Ela disse: " Chupem essa, seus gays. "
Ela chegou a se desculpar publicamente e apagou o comentário, mas Mark Eedle, porta-voz da Jaguar disse que: " Seu comportamento não condiz com a maneira que pretendemos relacionar nossa imagem. Não é uma associação que poderá seguir em frente. "

Parabéns à Jaguar...atitudes como essa são extremamente positivas!!!

Resposta a um homofóbico

Candidatos na luta contra homofobia!!
Para: anapaula.conlutas@gmail.com


RESPOSTA DO CIDADÃO ADILSON ALVES

Ana,
não sou contra a "opção dos homossexuais", mas me reservo direito de não aceitar que haja casamento entre seres do mesmo sexo, contrariando a Lei Divina, Suprema de nosso Pai, o Deus único, criador de todos nós seres inteligentes que habitamos a Terra. Existiríamos se nossos pais não fossem de sexo oposto? Como seria se fossemos unisexuais? Nem existiríamos, somente os animais! Questão de lógica e de raciocínio. Tenha a certeza de que os políticos não demostram aversão à homofobia somente para conquistar votos.

Saudações

Adilson José
Fones:cel:(86)8842-7581.Fixos:(86)3083-2935;3233-8468.
e-mail : jadilsonalves@yahoo.com.br

----- Mensagem encaminhada ----

(RESPOSTA QUE EU DEI AO SUJEITO ADILSON)

Adilson
sinceramente não tenho nenhum acordo com vc!
Sua ideia de um deus masculino que procria com mulheres para garantir a familia é extremamente machista, homofobica e irreal.
Vc não leva em consideração que esse seu Deus, pai todo poderoso poderia na verdade Ser uma Deusa mulher toda poderosa!?
Quem já viu esse seu Deus para afirmar que ele assim ou assado?

Pelo que sei, a Bíblia fala de um Deus Misericordioso e Bondoso PARA COM TODOS. Ele não fala em exceções. Ele fala PARA TODOS.

Veja só esta citação:
Gênesis 1:26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

E se o homem é imagem e semelhança de deus, então explique que a homossexualidade é uma aberração? Explique que este deus tão misericordioso, o deus que é amor, o deus que deu sua proprio filho para salvar o mundo dos pecados, tenha errado e deixado "brotar" algo tão pecamisnoso e horripilante como dois homens ou duas mulhres que se amam? Como pode? Isso me leva apensar que: Ou o seu Deus é mentiroso pois defende o amor ao próximo mas nega quem ama alguem de mesmo sexo; ou a sua interpretação desse Deus está absolutamente equivocada!
A Bíblia diz que TODOS aqueles que exercem fé em Jesus e o aceitam como Salvador podem ganhar a vida eterna. — João 3:16. Ela não diz que homossexuais irão para o purgatório ou padeceram nas chamas do inferno.

Mas vc diz que a Bíblia condena a homossexualidade. Bom, se vc segue a tradição Judaico-Cristã, é bastante provável que você tenha aprendido que a resposta para esta questão seja sim. Entretanto é preciso explorar a Bíblia e descobrir que não só não há NENHUM tipo de condenação à homossexualidade. Na Bíblia vc encontrará muitas passagens que são afirmações positivas de amor, compaixão e heroísmo em relação aos homossexuais.

Bom, vejamos o texto a seguir.

Como surgiu a idéia de condenação da homossexualidade? Philo, que foi um importante pesquisador do Judaísmo, e que viveu entre 20 AC ate 50 DC teve uma grande influência na interpretação bíblica. Em relação à sexualidade ele ensinou que uma das funções primárias de todo homem era a procriação e que toda e qualquer expressão sexual que não produzisse descendência legítima era “antinatural”. Em um contexto onde a violência de vizinhos contra vizinhos era muito comum e onde o tamanho de sua família (principalmente os filhos e suas famílias) garantiria proteção, onde a única segurança e amparo dispensados aos idosos dependeriam de seus filhos e netos, é extremamente fácil de se perceber a importância de se ter uma abundante descendência.
Se a condenação à Homossexualidade é uma idéia da Antiguidade, porque muitas Igrejas ainda a ensinam hoje em dia? Tradição! Tradição foi definida como a homenagem que se presta aos mortos. Baseando seus ensinamentos nos ensinamentos de Philo e de outros, a Igreja tem mantido as suas portas fechadas aos homossexuais durante a maior parte dos últimos dois mil anos. Pior ainda: a história está repleta de relatos de atos lastimáveis e tortura perpetrados contra homossexuais, sem mencionar as execuções. Os pesquisadores heterossexuais não tiveram razão para pesquisar o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade e dos homossexuais. Caso pesquisadores homossexuais tivessem pesquisado este assunto, teriam certamente sido perseguidos e seriam eles mesmos vitima de perseguição e execução. Não se começou nenhuma pesquisa séria a este respeito antes do século XX.É possível que alguém se pergunte se uma das razões pelas quais a Igreja Católica tem mantido sua postura tendenciosa, parcial e preconceituosa contra os homossexuais, ao longo dos séculos, seria para evitar ser rotulada como uma Igreja “homossexual”, uma vez que não é permitido aos padres e às madres o casamento. Quer dizer que a Igreja intencionalmente omitiu informações porque estas iam contra às tradições? Sim, os Pesquisadores têm até um nome para isto: Ciclo Hermenêutico. De uma maneira simplificada vejamos como funciona: Hermenêutica, em primeiro lugar, é a prática da interpretação bíblica. A interpretação de escrituras é sempre necessária porque nem tudo o que um escritor pensa ou experimenta pode ser interpretado literalmente ou no popular “ao pé da letra”. Além disto, palavras podem ter mais de um significado, e em caso de interpretação de escrituras em que foram utilizadas línguas da Antiguidade, dificuldades adicionais certamente surgem. A Enciclopédia Bíblica Padronizada Internacional (Vol. 2, pp. 864) declara, "O Intérprete tem sempre que conjeturar sobre o significado de um determinado meio de comunicação que ele deseja dominar... deve tentar vários significados diferentes possíveis que determinadas palavras ou frases cruciais podem assumir...até que haja coerência entre estes termos crucias e a idéia geral do texto.." Este processo pode levar dias, semanas, meses ou mesmo anos, desde o seu início até a sua conclusão.. O Ciclo Hermenêutico ocorre quando ...”A mente do Intérprete está tão satisfeita e encantada com toda a ”evidência” e “coerência” que a sua própria interpretação consegue retirar do texto, que uma interpretação diferente do mesmo material facilmente desperta uma reação marcada pela ira e pela cólera, ainda que esta interpretação diferente também apresente “coerência” e muitas “evidências” que suportem tal interpretação.Em outras palavras: Eu trabalhei muito para entender isto, para conceber esta idéia, e buscar evidências que a suportem. Se você tem uma interpretação diferente, eu não quero nem saber, não quero ouvi-la. Claro que os Pesquisadores resguardam-se quanto à esta prática lamentável, mas em se tratando de uma assunto tão “ameaçador” , tão intimidante e delicado como a homossexualidade, não é muito difícil de se perceber porque esta preconceito ainda persiste nos dias atuais. Onde começamos? Antes que possamos iniciar um estudo detalhado sobre o que a Bíblia realmente diz ou não à respeito da Homossexualidade, temos que nos depara com alguns pontos enfrentados por qualquer um que queira desenvolver qualquer tipo de pesquisa séria com base nas Escrituras. Temos que trazer a Bíblia para uma perspectiva mais próxima, tira-la de dentro da redoma que alguns insistem am coloca-la. Temos que nos debruçar sobre tópicos como “infalibilidade Bíblica”, “contextualização” e “inspiração divina”. A Infalível Palavra das Escrituras A infalível Palavra de Deus é uma expressão muitas vezes usada para descrever a Bíblia. Até alguns anos atrás havia um adesivo de pára-choque de carro que dizia: Deus disse isto, creia nisto e se vire com isto. Deplorável adesivo. Mas na verdade conhecer o que Deus disse e o que ele quer ou quis dizer com isto são duas histórias diferentes. Já que não temos os manuscritos originais, na verdade ninguém pode ter certeza absoluta do que realmente eles continham e então ninguém pode ter certeza absoluta do que Deus quis dizer. Para se certificar disto, simplesmente vá a uma livraria e você vai encontrar várias versões da Bíblia, com diferentes traduções. Cada uma destas traduções é o resultado incansável de inúmeros Pesquisadores trabalhando por anos a fio, tentando determinar o que Deus realmente quis dizer. O que nós temos, na verdade, é a interpretação deles do que eles pensam que Deus realmente quis dizer.Existem vários problemas inerentes à tentativa de se traduzir precisamente a Bíblia.Os manuscritos mais antigos que se conhece foram escritos em Hebreu e na língua antiga Caldeu. No Hebreu Antigo não se escreviam as vogais. Alguém teve que determinar que vogais estavam nas palavras, de acordo com o contexto do que estava escrito. Se você quer saber o quão difícil é perceber tudo o que está escrito sem o uso de vogais, tente simplesmente voltar dois parágrafos, retire as vogais, e veja se você pode entender perfeitamente o que está escrito. Vamos tentar com uma frase: mn snr d s dstn. Se você conseguiu ler: O Homem é Senhor de seu destino, você está de parabéns. Então você já está pronto para o próximo passo. Tome as Escrituras Hebraicas, também conhecidas como o Antigo Testamento, retire todas as vogais, e veja o que você consegue ler e entender. Use uma versão da Bíblia que não seja uma versão “na Linguagem de Hoje”, a qual já é por si mesma uma tradução um pouco distante do Português que falamos correntemente, o que já representa por si só um desafio ao entendimento perfeito. Contextualização A regra de ouro da Hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto. Durante algumas partes da pesquisa bíblica temos presenciado intérpretes pinçando idéias e conceitos similares de várias partes diferentes da Bíblia, e combinando-os pra que formem um pensamento ou visão mais completos e /ou complexos sobre um determinado assunto. Esta prática têm um inestimável valor para se ter uma visão geral ou entender melhor um determinado aspecto de uma dada posição, entretanto esta prática apresenta o risco de se combinar dois diferentes conceitos num só, ainda que similares, a fim de um suposto melhor entendimento ou para servir de sustentação de teses bíblicas. Aqui tomamos como exemplo um notório exemplo de como se pode tirar passagens bíblicas de seu contexto: Mateus 27:5 “...retirou-se e foi se enforcar”. Lucas 10:37 nos fala que Jesus disse: ...Vai, e faze da mesma maneira”. Na medida em que todos concordamos que a Bíblia em nenhum lugar encoraja a prática do suicídio, concordamos então com a importância de se manter as passagens dentro de seu próprio contexto.que Manter as Escrituras dentro de seu contexto significa também levar em consideração a época e a cultura das pessoas a quem o autor estava se dirigindo, especialmente em se tratando de práticas religiosas. Alem disto devemos também observar a cultura, língua e época da tradução em particular que estejamos examinando. Muitas pessoas crêem na tradução João Ferreira de Almeida, por exemplo, como sua fonte bíblica. Muitas pessoas até crêem que esta era a Bíblia que Jesus trazia consigo. É preciso que se entenda que muitas variações existem e que podem dar origem a interpretações as mais variadas possíveis. Inspiração Divina A maioria, se não a sua totalidade, dos seguidores da Bíblia irão prontamente concordar que a Bíblia é inspirada divinamente. O que isto quer dizer? Pode ser surpreendente para você descobrir que existem pelo menos duas linhas de pensamento sobre o significado desta expressão. A linha de inspiração verbal acredita que o Espírito Santo ditou cada palavra das Escrituras, e os autores atuaram meramente como secretários, ou como digitadores, usando um vocabulário mais atual. A linha de pensamento conhecida como inspiração plena acredita que o Espírito Santo imbuiu os autores com os conceitos a serem apresentados, mas os escritores usaram suas próprias palavras ao transpor os conceitos à forma escrita. É importante ressaltarmos que nem os melhores Pesquisadores conseguiram ainda encontrar uma posição clara sobre a participação (em termos de profundidade, de participação efetiva) do Espírito em todo o conteúdo das Escrituras.Você pode estar se perguntando agora: Se isto é verdade, como eu posso saber se o Espírito teve mesmo alguma participação nas Escrituras? Como eu posso saber o que é verdade e o que não é? Como eu posso saber que tudo o que está na B´blia representa a vontade de Deus? Com todas estas questões você pode estar pensando que estamos sugerindo que você descarte a Bíblia. Nenhuma conclusão poderia estar mais distante da verdade. Você se pergunta se Deus não poderia prever que todos estes problemas poderiam surgir por ter escolhido esta maneira de transmitir a sua palavra? Bem, na verdade acreditamos que pretendia que a Bíblia fosse escrita da maneira que foi. Nós, seres humanos adoramos mistérios, não é mesmo? E a Bíblia nos oferece todos os mistérios, de todos os tempos. Entendemos também que Deus pretendia que não houvesse uma única interpretação das escrituras. Cremos que Deus queria que houvesse espaço para várias diferentes interpretações, vários diferentes tipos de entendimento, muitas maneiras diferentes de se olhar as Escrituras, sempre guiadas pelo Espírito Santo. Da mesma forma que cremos que Deus nos aceita e ama a todos nós, com todas as nossas diferenças. Cremos que no coração de Deus exista espaço para todas as maneiras que possamos encontrar para nos trazer mais próximos de Deus.Sabemos que a Bíblia representa muita coisa para muitas pessoas, entretanto precisamos nos lembrar uma coisa: a Bíblia não é Deus! Não existem quatro pessoas na Trindade, apenas três. Cremos que muitas pessoas não conseguem perceber este fato.Em linha com nossa definição de inspiração divina, vemos a Bíblia como um instrumento que o Espírito Santo usa para se comunicar diretamente e pessoalmente com cada um de nós, na medida que permitimo-lo que o faça. Durante a última ceia, Jesus explicou aos seus discípulos sobre a vinda do Espírito Santo e disse: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito...mas quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade.” (João 14:26, 16:13a). Para nós, divina inspiração é o que acontece quando abrimos nossas Bíblias para ler, e abrimos os nossos corações para sermos guiados pelo Espírito Santo para ser guiado “em toda a verdade” para a edificação de minha vida. Nós, Cristãos, gostamos de falar que temos um relacionamento pessoal com Deus. Isto resulta num crescimento espiritual que observamos quando abrimos nosso coração ao Espírito Santo. Este crescimento é a maior evidência desta relação pessoal com Deus;esta inspiração divina.


Isaías 43.25 - "EU, EU MESMO, SOU O QUE PREGO AS TUAS TRANSGRESSÕES POR AMOR DE MIM E DOS TEUS NÃO ME LEMBRO. SAIBA QUE É SATANÁS QUEM VIVE NOS TENTANDO PARA PODER FAZER COM VENHAMOS A LEMBRAR DOS NOSSOS PECADOS E NOS ACUSAR DIANTE DE DEUS."

Pois então, acho que quem peca aqui é vc!
Mas quero fazer outra discussão. Lembra-lo que quem escreve a história são sempre os vencedores, são sempre os que destruiram e massacraram povos. No nosso caso são os ricos e seus filhos que possuem consciencia da classe a que pertencem e tentam moldar o rstante da sociedade ao seu bel prazer.

Se ainda tem dúvidas, elia o texto: NÃO EXISTE CAPITALISMO SEM HOMOFOBIA
http://doladodefora.wordpress.com/2010/09/02/capitalismohomofobia

Um texto escrito por uma pessoa que não é militante do PSTU, não defende a revolução socialista e nem o Zé Maria. Mas é um texto de alqguem que conseguiu compreender como a homofobia, o machismo, o racismo e toda e qualquer forma de opressão estão a serviço do capitalismo e das classes dominantes.

Boa leitura.

ANA PAULA


Obs. TV ChaBanais: Essas questões são muito importantes...em ano eleitoral devemos estar atentos à todos os fatos...se não nos mobilizarmos, daqui a pouco a inquisição retorna em uma verdadeira caça às bruxas...

FIQUEM ATENTOS PESSOAL LGBTT !!!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mobilização Cristã contra a Comunidade LGBTT

Caros amigos, dia após dia a Igreja se mobiliza contra nossa comunidade e criminosamente move seu rebanho cego e faminto em direção a democracia, devorando-a e corrompendo-a.
O que vocês estão prestes a ver é um ataque direto a dignidade, a liberdade, a expressão, a vida. Basta evangélicos! Basta católicos! Basta batistas! Basta Igreja!
O Estado precisa ser de fato laico, e nós precisamos lutar por isto.
Este video mostra a mobilização criminosa, reacionária e fundamentalista que se utiliza da fé para indicar Deputados e Senadores para inflar a bancada religiosa no planalto central com o intuito claro de barrar todos projetos que de alguma forma amenizem a falta de dignidade do LGBT brasileiro.
Amigos, PRECISAMOS nos mobilizar! Sendo claro, todas as militâncias de nossa comunidade, em cada canto no Brasil, precisa se unir em torno desta eleição para eleger Deputados e Senadores atentos a nossa causa. Não adianta um chamado durante a Parada Gay, precisamos de uma militância mais direta, incisiva e constante. Gostaria de propor ao Forum Paulista GLBTT uma reunião, o quanto antes, com toda comunidade e todos os outros Foruns, ONGs, Movimentos para deliberar uma estratégia coesa e massificada. Precisamos nos organizar. Espalhar cartazes em todas cidades, organizar comitês, fazer reuniões quinzenais, debates, encontros, tudo que for possível para elegermos aliados da nossa causa.
Essa palhaçada cristã não pode continuar!
LGBTs do Brasil, uni-vos!

video: http://www.youtube.com/watch?v=J4vxQsGxxZ0&feature=player_embedded


Fellipe Foureaux

domingo, 5 de setembro de 2010

HOMOSSEXUALIDADE X HOMOEROTISMO

Colegas

Há um grave equívoco em propor a substituição de HOMOSSEXUALIDADE por HOMOEROTISMO (Ferenczi/Costa) “O conceito de homossexual foi proposto, no século XIX, pelo médico húngaro Benkert, a fim de transferir essa manifestação da sexualidade do domínio jurídico para o médico.” Informação ERRADA, divulgada por Foucault e repetida acriticamente pelos desinformados: desde 1988 já se comprovou que Karol M. Benkert ou Kertnebi NAO ERA MÉDICO, mas advogado e jornalista, e que seu objetivo em divulgar o termo HOMOSSEXUALISMO foi humanitário: retirar os “uranistas” do controle repressor da polícia.

E já que milhões de gays e lésbicas do Brasil e do mundo adotam o termo HOMOSSEXUAL e HOMOSSEXUALIDADE, inclusive denominando grupos de militância com tais termos, não compete a pesquisadores de orientação sexual ignorada, nem mesmo a homossexuais egodistônicos desinformados, se imiscuir na maneira como a comunidade LGBT quer se autorotular e se afirmar enquanto grupo social.

E mesmo reconhecendo o obvio, que a sexualidade humana é culturalmente construída, nada nos impede, enquanto praticantes do amor homossexual, de reconhecermos como membros de nossa mesma “tribo”, aos praticantes desta mesma preferência erótica, incluindo Platão, Shakspeare, Erasmo de Rotterdam, os “quimbanda” de Angola, Cássia Eller, etc, etc. “Daí aos gays o que é dos gays!”



Luiz Mott

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sábado, 4 de setembro de 2010

Cirurgia em Transexuais masculinos

O Brasil tem novas regras e regulamentos para a cirurgia de readequação, que possibilita a troca de sexo. A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 1955/2010 reconhece o tratamento de transgenitalismo de adequação do fenótipo feminino para masculino. A matéria autoriza procedimentos de retirada de mama, útero e ovários. A resolução foi publicada nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial da União (DOU).

Para o CFM, o tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) continua sendo um procedimento experimental. “Entendemos que o procedimento é de resultados estéticos e funcionais ainda questionáveis, e por isso seja mantido como experimental”, apontou o relator da resolução e conselheiro federal, Edvard Araújo.

Outra novidade na resolução é que agora os tratamentos de transgenitalismo podem ser realizados em qualquer estabelecimento, desde que siga os pré-requisitos da resolução. “Por ser um procedimento válido não é necessário limitarmos o local onde será feito”, explica Araújo.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, destaca que existem muitos casos do transexual se mutilar, por rejeitar o próprio corpo. “A medicina pode ajudar a construir a cidadania das pessoas independentemente da identidade de gênero”, disse Reis.

Regras – A seleção dos pacientes para cirurgia continua obedecendo a avaliação de equipe multidisciplinar constituída por médico psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social. Este acompanhamento deve ser de, no mínimo, dois anos.

O tratamento só pode ser realizado em maiores de 21 anos, depois de diagnóstico médico e com características físicas apropriadas para a cirurgia.

A gaúcha Cristyane Oliveira foi uma das pioneiras da cirurgia no país. Ela teve seu processo concluído em 2002 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). Hoje trabalha como secretária, é casada há oito anos, e diz se sentir realizada. “A cirurgia foi uma janela para realizar um sonho. Não me sinto mais mulher, a cirurgia me fez sentir mais cidadã”, apontou Oliveira



http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20824:cfm-considera-validos-procedimentos-para-mudanca-de-sexo-de-transexuais-femininos&catid=3

Livro infantil com temas homossexuais

Sonia Pessoa tem 38 anos, é formada em Comunicação Social e trabalhou 12 anos no Jornal Público. Neste livro especialmente dirigido às crianças, a autora aborda os temas da diversidade cultural, do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção de crianças por casais homossexuais. A autora centra a ação em duas famílias, uma constituída por um casal formado por duas pessoas de sexo diferente entre si (heterossexual) e outra constituída por um casal formado por duas pessoas do mesmo sexo (homossexual). Pretende-se contribuir para “o desfazer do preconceito que conduz à homofobia”.

No prefácio da obra, a psicóloga Gabriela Moita comenta: “a socialização das nossas crianças não pode mais continuar a ser feita pela observação de um único padrão de funcionamento de vida e, no entanto, os filmes que lhes são dirigidos e grande parte da literatura infantil, bem como do mundo dos jogos e dos brinquedos, são muito uniformes no que diz respeito à estrutura dos núcleos familiares que oferecem. Os tempos mudaram: os estilos de vida são cada vez mais diversificados e nesse sentido há que educar as nossas crianças para a realidade de um mundo composto de diversidade, tal como ele é, e não continuar a escamotear na educação grande parte da realidade — ou porque não nos é atraente, ou porque se considera que ocultando se evita que aquela passe a ser uma escolha possível”. http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/02/04/livro-infantil-com-temas-homossexuais/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lançamento de Livro

"Garoto Rebelde" aborda a homossexualidade nas crianças

Homossexualidade surge na criança entre 4 e 5 anos, diz psicólogo; ouça

WILLIAM MAGALHÃES - Colaboração para a Livraria da Folha (06/08/10)

"A sexualidade da criança é muito diferente da sexualidade do adulto. Nas crianças ela está mais direcionada para o toque, para a curiosidade. É diferente da dos adultos, mais direcionada para a penetração, por exemplo", afirma a psicólogo João Batista Pedrosa em entrevista à Livraria da Folha.

Especialista em casos homossexuais, Pedrosa é autor do livro "Segundo Desejo" (Iglu, 2006) e prepara para a próxima semana o lançamento de "Garoto Rebelde - Surgimento da Homossexualidade na Criança", pela editora Biblioteca 24x7, durante a Bienal do Livro.

Segundo o autor, os primeiros indícios da homossexualidade surgem na infância, por volta dos 4 e 5 anos. Para compor o livro, Pedrosa realizou uma pesquisa com dez homossexais em 2008, levantando o histórico do comportamento sexual por meio de um método chamado memória autobiográfica. Seus clientes relacionavam os fatos a determinados acontecimentos que se lembravam.



A ideia do livro é provar que a homossexualidade, assim como a heterossexualidade, possui uma origem genética. Um dos depoimentos colhidos pelo psicólogo é o de um rapaz que aos 3, sentia-se atraído e ficava excitado quando via os pelos na perna do avô. Outro paciente relata que aos 6 anos gostava de apalpar as bundas e o pênis de outros coleguinhas na escola.

No podcast, o psicólogo dá dicas para pais que se deparam com uma aparente homossexualidade dos filhos e não sabem muito bem o que fazer diante da situação. Para Pedrosa, os pais devem tratar o tema com naturalidade e afirma que muitas vezes a preferência por brincadeiras caracterizadas como do sexo oposto não indica necessariamente um indício de homossexualidade.

Pedrosa, que também é colunista do site "A Capa", portal de notícias voltado ao público gay, inclui em seu livro um capítulo sobre a bissexualidade. De acordo com o psicólogo, a bissexualidade está mais para um comportamento sexual atípico do que para uma orientação sexual. Isto porque menos de 2% dos pesquisados se consideram bissexuais.

O especialista prepara também um segundo lançamento para o dia 11 de setembro, a partir das 18h no restaurante Oásis, no 2º piso do Shopping Frei Caneca.

Ouça os podcasts: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/778866-homossexualidade-surge-na-crianca-entre-4-e-5-anos-diz-psicologo-ouca.shtml

O CÂNCER HOMOFÓBICO E HIPÓCRITA DO PÂNICO

Amig@, Envie a mensagem abaixo para o programa, se achar que que deve mudar o texto, fique à vontade, mas envie, é muito importanto nossa coesão. Ainda nesta semana estaremos enviando para os patrocinadores, estamos colhendo os endereços e 0800 de cada um deles.

Obrigado pela sua importante ação. O HOMO UNIDOS com você é mais forte!



---------- Mensagem encaminhada ----------

De: Frente GLBTT < frenteglbtt@gmail.com >

Data: 23 de agosto de 2010 11:33

Assunto: O CÂNCER HOMOFÓBICO E HIPÓCRITA DO PÂNICO!

Para: panico@redetv.com.br, paniconatv@redetv.com.br - (11)33061000



Equipe do Pânico,



Mesmo após nossos (vários) e mails esclarecendo que vosso irresponsável "humor" de perseguição ao homossexual alimenta a homofobia que tem levado a terríveis assassinatos, tanto físicos quanto psicológicos, vocês não tem a dignidade de erradicar quadros, personagens e termos preconceituosoa e pejotativos.



Além de homofóbicos e contribuirem para a carnificina que torna o Brasil CAMPEÃO MUNDIAL EM ASSASSINATOS DE MOTIVAÇÃO HOMOFÓBICAS, agora são também HIPÓCRITAS apresentando "comovidamente" a história do Cristian Pior que fora expulso de casa , fingindo não saberem que tanto a expulsão dele quanto a de inúmeros outros homossexuais estão vinculadas ao vosso "humor" que insiste em nos chamar de VIADOS., BOIOLA, FRANGOS, além de outros "simpáticos" e homofóbicos termos. AS FAMÍLIAS EXPULSAM OS VIADOS, OS BOILAS OS BAITOLAS QUE VOCÊS ALARDEIAM! AS FAMÍLIAS FAZEM CONOSCO O QUE VOCÊS DE FORMA TERRIVELMENTE "ENGRAÇADA" FAZEM E DISSIMULADAMENTE INCENTIVAM A FAZEREM!!!!



MATAM E MANDAM FLÔRES! HIPÓCRITAS CANCERÍGENOS VESTIDOS DE PALHAÇOS !



Como nossas anteriores tentativas de conscientizá-los dos males que nos causam , estaremos boicotando os produtos e empresas que vos patrocinam. Estamos entrando em contato com estas empresas para informar nosso boicote até que se erradique a PROMOÇÃO À HOMOFOBIA QUE VOSSO IRRESPONSÁVEL HUMOR INSISTE EM PROPAGAR.



Informaremos aos patrocinadores que estarão vinculados às nossas denúncias, o que pode não ser muito interessante à imagem e às finanças deles, já que "finaças" é a palavra que motiva , "entre outras", vossa postura homófoba hipócrita.



Repugnantes saudações.



JUSTO FAVARETTO NETO - (16)92883167



Vossas "civilizadas" ações:



PROGRAMA DE 25/07/2010

- o repórter aponta um homossexual e IRÔNICAMENTE pergunta à mãe do mesmo : ESTE FILHO QUE É SEU ORGULHO???

A idosa mãe, numa lição de respeito e civillidade ao repórter , respondeu : SIM, ELE É MEU ORGULHO!



- noutra situação, o repórter refere-se ao homossexual pelo termo "FRANGO", expressão pejorativa utilizada em algumas regiões do país para diminuir o cidadão não hétero.



Quanto ao primeiro caso perguntamos : O FATO DA PESSOA SER HOMOSSEXUAL IMPEDE QUE A MESMA SEJA MOTIVO DE ORGULHO? A FAMÍLIA DEVE SE ENVERGONHAR DO FILHO HOMOSSEXUAL POR NÃO SER HÉTERO?



O programa refere-se ao homossexual pelo termo FRANGO, pelo nome de que ave o programa refere-se ao negro e/ou à mulher?



PROGRAMA 01/08/2010

Termos pejorativos pronunciados:

- BICHONA - uma vez

- BAITOLA uma vez

- BOIOLA - duas vezes

- VIADO - três vezes



Personagens caricatos e desqualificantes: Cristian Pior, Sérginho e Bicésar



Reportagem homofóbica: Perseguição ao jogador Richarlyson desqualificando-o utilizando sua suposta homossexualidade como escada.



PROGRAMA 15/08/2010

Termos pejorativos expressos pelo programa: :

BOIOLA 5 VEZES

VIADO - 2 VEZES

BAITOLAGEM - 1 VEZ



Programa do dia 22/08/2010

BOIOLA - 4 vezes

VIADAGEM

ABAITOLADO

BAMBI



- Desqualificação ao "miss Gay", chamando as concorretes pelo nome masculino como forma de humilhação.

- Apresentação da figua do animal VEADO relacionando- o ao homossexual.

- Personagens homossexual estereotipados com forma de achincalhar com TODOS os homossexuais ( curiosamente não há personagem estereotipado de outras minorias, negros por exemplo, caracterizando assim uma perseguição direcionada ao homossexual).

ORKUT – Páginas Homofóbicas a serem denunciadas:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15741348328621170850

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97271732

Candidatos se misturam na Parada Gay de Teresina - 2010

Tudo é festa! Candidatos se misturam na parada gay de Teresina-2010.

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Por: Patrícia Costa

No meio da multidão de 50 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, da Parada da Diversidade 2010 de Teresina, candidatos às eleições aproveitaram para distribuir panfletos e levantar a bandeira de suas candidaturas. Candidatos do PSOL, PSTU, do PP, como Geraldo Carvalho e Iracema Portella, desfilavam desinibidamente entre gays, lésbicas e simpatizantes do movimento, Outros gestores públicos participavam de uma forma mais tímida, como Sônia Terra, da Fundação Cultural, mas encontrando espaço para distribuir a simpatia de candidato.

A concentração da Parada da Diversidade ocorreu na praça da Bandeira às 16 horas. Os trios elétricos saíram percorrendo as ruas do centro de Teresina às 17h30min tendo parada final na praça do Teatro 4 de Setembro.





Para a organizadora do evento, Marinalva Santana, a parada deste ano aproveita para chamar atenção do voto consciente. “A Parada da Diversidade acontece sempre na última semana do mês de agosto. Esse ano aproveitamos para chamar atenção do voto consciente, e cuidado na hora de votar. Muitos aproveitam esse momento para fazer de palanque eleitoral, mas na hora mesmo de fazer isso não ocorre, então é preciso ter cuidado”, diz a diretora do Matizes.




Pelo PSTU, Geraldo Carvalho, candidato a governo do Estado se fez presente e distribuía panfletos, como o tema “Homofobia é crime, capitalismo mata”.

“É na luta organizada do povo que muitas mudanças acontecem. É preciso superar o preconceito e se unir contra a opressão capitalista” disse o candidato. Ele diz que o partido vai defender a união civil de casais do mesmo sexo e lutar pelo fim do crime a homofobia.




Outra candidata que se fez presente foi Iracema Portela, do PP. A candidata a deputado federal fala que ficará aberta para ouvir as reivindicações e sempre ajudará a classe.

“Estou aqui como convidada e cidadã. Aqui nesta caminhada há vários movimentos sociais e se eleita pretendo ajudá-los”, foi o breve comentário da candidata.




Para a madrinha da Parada e Secretária Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS, Graça Amorim os políticos que se fazem presente são representantes que respeitam o seguimento e tem trabalhado em prol.

“A política está em todo lugar, quem está presente é porque tem respeito pelo seguimento e tem trabalhado e dado apoio. Realizamos trabalhos importantes como o reconhecimento do nome social de travestis e transexuais por órgãos da Administração Pública Municipal, a criação do Conselho Municipal de Direitos das Pessoas LGBTs, entre outros. Vamos trabalhar para atender as reivindicações do movimento”, defendeu a madrinha.

De acordo com a Polícia Militar na Parada estiveram aproximadamente 50 mil pessoas.

I Ciclo de Debate LGBTT

Venho por meio deste convidar a Vs. ---------------, para a participação do


“I CICLO DE DEBATE LGBTTT”, com os seguintes candidatos aos Cargos Legislativo.

Amaury – PV

Salete Campari – PT

Leo Áquila – PTB

Marcia Lima – PSB

Rosana Star – PRB

Que acontecera no Quarta Acontece.

Data: 16/09/2010 - Quarta-feira

Horário: 19 h

Local: “CASARÃO BRASIL” Rua Frei Caneca, 1057
11 3171-3739




Abordaremos neste ciclo como tema “AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS LGBTT, PARA O PUBLICO LGBTT”

A mesa será mediada pelo Sr. Douglas Drumont, “Presidente da ONG Casarão Brasil”, que será composta por Militantes LGBTT, Jornalistas, Advogados e pela Sociedade Civil .





Realização

ACA – Associação Correndo Atrás em parceria com a ONG Casarão Brasil.



Att.

Mirian Queiroz


Presidente da ACA