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domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal e clarice Lispector











Após sair de um grande espetáculo, onde uma grande atriz mostrou o seu talento fechando o ano no ultimo show, com a peça" SIMPLESMENTE EU", Beth Goulart como Clarice Lispector. tive a sorte de ganhar o livro De escrita e vida e autografado pela atrizcom toda a sua simpatia e elegância no recebimento de seus fãs. Em seguida fui por nossa Avenida Paulista mostrando a sua homenagem a nós paulistanos o Natal, lindo... E a todos os amigos e parceiros de Chabanais, FELIZ NATAL, PRRÓSPERO ANO NOVO, MUITA PAZ, SAUDE E FELICIDADE

domingo, 5 de dezembro de 2010

Festa de Takeo ( personagem do gibi Katita
















Takeo promoveu neste sábado 04 de dezembro, uma festa cigana com cartomancia, leitura de mãos e junto, o lançamento do livro"Os Caminhos de Lumia", romance lésbico- cigano de Lara O rlow- Ed. Brejeira Malagueta, com direito a dança cigana e o Ritual da Prosperidade para o ano de 2011.





Onde: Telepizza Laranjão na Rego Freitas 131 República. Fomos conferire dar um abraço na amiga, estava SHOW.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ato contra a carta do Chanceler do Mackenzie


Meu amigo do Arrasa Bi fazendo o seu papel, é isso aí, garoto...



Chabanais também marca a sua presença.



Dimitre como sempre presente



Os registros feitos por todos nós





Na última terça-feira (16) o Chanceler e Reverendo da Universidade Presbiteriana Mackienzie, uma das maiores e mais influentes Universidades do Brasil, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes publicou uma carta em que, em nome da Universidade, ele se posiciona contra a aprovação do PL-122 (conhecido como Lei da Homofobia), citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado.

A ação do Chanceler do Mackenzie, além de fundamentalista e assustadoramente maniqueísta, contraria o Estado de Direito democrático e laico. Não podemos deixar passar em branco, afinal o posicionamento tomado por este senhor abrange muito mais do que a questão da legalidade homossexual, mas envolve a liberdade de escolhas, de orientação e de expressão.

Esse manifesto não tem conotação homossexual, heterossexual ou nenhuma orientação sexual direta. É um movimento em prol da liberdade de escolha, da liberdade de expressão, onde todos estão convidados a demonstrar a sua liberdade como bem entender.

Não podemos deixar essa oportunidade passar em branco para demonstrar nossa pluralidade de escolhas sem medo e sem vergonha!

A presença de todos será muito importante e muito bem vinda.

Universidade Presbiteriana Mackenzie
24/11/2010 - Quarta Feira
Concentração às 16h30
Manifestação às 18h00 (entre o horário de saída das turmas da tarde e a entrada das turmas da noite).

Tragam cartazes, bandeiras, cornetas, alto-falantes, tirem o pó das vuvuzelas e vamos ver e ser vistos!

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CARTA DO CHANCELER DO MACKENZIE



Ao utilizar como justificativa diversas citaçõe da bíblia, a Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo –publicou em seu site um manifesto através do qual exprime a sua opinião quanto à lei que caracteriza homofobia como um crime. Leia abaixo:

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

domingo, 7 de novembro de 2010

Dê bandeira! - a festa (Piauí)

No próximo dia 13 de novembro, o Matizes realizará a 2ª edição da tão esperada festa "Dê bandeira: viva seu amor sem medo!". Na ocasião, ocorrerá também uma solenidade pública para registro das uniões estáveis de vários casais de gays e lésbicas.
O sugestivo nome da festa é um chamamento aos casais homoafetivos, que ainda não visibilizam seus amores, para que se libertem do medo e se livrem da culpa.
A impagável arte do cartaz abaixo, feita pela artista plástica Marleide Lins, faz uma homenagem aos sargentos do Exército, Laci e Fernando, que assumiram publicamente serem gays e viverem um relacionamento de mais de 10 anos.


Banda Calypso e Águia Dourada

Grande Show que aconteceu no dia 30 de outubro na bela cidade de Santana de Parnaíba em um local maravilhoso chamado Ville Sport Show.

Confiram as fotos!!!


Gravação do programa de Eliane Camargo

No dia 27 de novembro, ChaBanais esteve em Santana de Parnaíba na gravação do programa sertanejo de Eliane Camargo no complexo Ville Sport Show...

Confiram as fotos!!!


terça-feira, 2 de novembro de 2010

REUNIÃO DA COORDENADORIA

A reunião ocorreu para ser discutida a prestação de contas sobre os avanços conseguidos pela coordenadoria no seu um ano e meio de existência e também mostrar projetos futuros. Participaram dessa reunião:

Dimitri Sales - Coordenador

Ideraldo - Presidente da Parada

Cristiano - Representante da Igreja

Eriko - Representante de Esportes

Edite Modesto - Projeto Purpurina

















sábado, 30 de outubro de 2010

Ato contra a Homofobia na USP - SP

Você é contra a homofobia? Então participe da manifestação que vai ocorrer no "Bandejão Central" CRUSP da USP no dia 4 de novembro das 11 às 14hs e das 17:30 às 19:45hs.

Essa manifestação tem por objetivo chamar a atenção para os assassinatos contra LGBT's ocorridos em todo o Brasil e também pela recente agressão na USP contra um estudante de Biologia gay.

"É preciso ter Paz! O mundo necessita dela. Em todos os cantos do planeta ela é a base da evolução e da sobrevivência"...HP

Valeu galera inteligente da USP!!!!

União Estável - Casais Homoafetivos

No dia 13/11/2010, no Piauí será realizada a Festa "DÊ BANDEIRA: VIVA SEU AMOR SEM MEDO!", que contará também com uma solenidade pública para registro de união estável de casais homoafetivos. (ver explicações abaixo)
O objetivo dessa atividade é suscitar o debate sobre os direitos civis LGBT's, além de dar visibilidade às relações afetivo-sexuais de pessoas do mesmo sexo, pois essa é uma forma de quebrar o preconceito que a sociedade ainda tem sobre esse tema.
Assim, se você mantém uma união estável com pessoa do mesmo sexo (ou conhece algum casal que viva!) e deseja registrar, publicamente, essa união, favor entrar em contatocom Marinalva Santana. Seu gesto (ou do casal que você conhece contribuirá - e muito - para o avanço de nossa luta.
Viva o amor entre as pessoas

Marinalva Santana - 9991-3782/8805-3373



REGISTRO DE UNIÕES ESTÁVEIS ENTRE CASAIS HOMOAFETIVOS: O QUE É, COMO SE FAZ, PARA QUE SERVE?


01. O QUE É O REGISTRO DE UNIÕES ESTÁVEIS DE CASAIS HOMOAFETIVOS?



Primeiro, é importante explicitar que, no Brasil, a Lei só faz menção à união estável entre HOMEM e MULHER. Não há, portanto, previsão legal de união estável entre pessoas do mesmo sexo. Vejam os dispositivos que tratam do tema:




“Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (art. 226, § 3º da Constituição Federal)





“É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.” (art. 1723 do Código Civil)





“É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.”1 (art. 1º da Lei nº 9278, de 10 de maio de 1996)





Ocorre que, de forma intrépida e inteligente, casais de gays e lésbicas começaram a bater às portas dos Tribunais, pleiteando o reconhecimento dos direitos advindos de suas uniões, contínuas, duradouras e com as outras características das uniões estáveis formadas por homem e mulher. Hoje, já existem várias decisões judiciais favoráveis aos casais homoafetivos.

Com isso, entidades de defesa dos direitos de LGBT idealizaram um documento jurídico para casais que vivem em união estável e que desejavam resguardar direitos. Assim, essas entidades passaram a orientar casais quer seja para feitura de um contrato de convivência ou uma escritura pública. No Piauí, o GRUPO MATIZES orienta casais desde o ano de 2006. Nosso Estado foi o primeiro a realizar uma solenidade pública para registro de uniões estáveis, em novembro de 2006. Cinco casais de lésbicas participaram da solenidade.





02. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER O REGISTRO DE UNIÃO ESTÁVEL?




Os casais de gays e lésbicas interessados devem ser solteiros(as) ou divorciados(as), maiores de 18 anos e, óbvio ter uma relação contínua, duradoura e, de preferência, também pública!.

Os(as) conviventes devem providenciar os seguintes documentos: Identidade, CPF, comprovante de endereço e certidão de nascimento (ou casamento, com a averbação do divórcio). Depois, é só fazer o contrato e registrá-lo em Cartório. Devem ser levadas duas testemunhas.

03. PARA QUE SERVE O REGISTRO DE UNIÃO ESTÁVEL?




Para resguardar direitos dos(as) conviventes. Hoje, o contrato de união estável pode ser usado como meio de prova para inclusão de companheiro(a) em institutos de previdência (IAPEP, IPMT, INSS). Também pode servir como meio de prova em processos judiciais, no caso de morte de um(a) dos(as) conviventes.

Ressalta-se que, caso ocorra o fim do relacionamento, o contrato pode ser desfeito, basta os(as) interessados quererem.

É importante saber que o registro de união estável não é um casamento. O casamento é um outro instituto, disciplinado pelo art. 1511 a 1590 do Código Civil e, de acordo com Lei, somente casais heteros podem contrai-lo.




Portanto, se você mantém há algum tempo relação afetivo-sexual com uma pessoa (convivência contínua e duradoura) e essa relação é de conhecimento, pelo menos, de amigos mais íntimos, você vive uma união estável!






1-Com o advento do Código Civil de 2002, há o entendimento de que a Lei nº 9278/2006 foi revogada

domingo, 24 de outubro de 2010

Festa do Halloween na casa da Adriana Acessórios Arco-Iris

Foi um maravilhoso encontro de amigos e até a Lua colaborou. A decoração estava Show...



Convidados




Mere (ChaBanais), Dimitri, Takeo e Junior (Arrasabi)




DJ Fabio Lima e Beyoncé




Convidados




Mere (ChaBanais) e Junior (Arrasabi)




Convidados




Adriana e convidados




Convidados




Mere (ChaBanais) e Rose




Convidados

sábado, 23 de outubro de 2010

Filme sobre Freddie Mercury

Segundo o roteirista Peter morgan, o filme não conterá nada relativo à Aids. Vai se concentrar mais na vida do vocalista da banda britânica Queen e em seu relacionamento com os membros do grupo.
Freddie, nascido Farrokh Bommi Bulsara, nasceu em 5 de setembro de 1946, em Stone Town, ilha africana de Zanzibar. Foi para a Inglaterra em 1964 e em 1971 formou a banda Queen.
Morreu em 1991, vítima da Aids, um dia antes de ter admitido publicamente que tinha a doença. Estava com 45 anos.
O ator britânico Sacha Baron Cohen (Borat), viverá o cantor na telona. O filme já está em fase de planejamento e as filmagens poderão se iniciar ainda este ano.
O roteiro musical será a trajetória do grupo até o ano de 1985.

SALVE GRANDE MERCURY...VAMOS AGUARDAR!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

5º Encontro Regional Sudeste TT






Pessoas, bom dia!
Segue anexo CONVITE OFICIAL & PROGRAMAÇÃO do 5º ENCONTRO REGIONAL SUDESTE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS, que, por conta do 2º turno das eleições, no dia 31/10, domingo, o mesmo será realizado em novo período, de 01 a 05/11/10.
Ainda estamos no aguardo de sugestão de nomes para composição das Rodas de Conversa e Relatorias dos Grupos de Trabalho.
Alguns convidados já confirmaram presença ao evento.

Favor divulgar a seus contatos.
Aguardamos retorno de tod@s.

Atenciosamente,


Fernanda de Moraes - Coordenadora TRANSpondo Sudeste
(11)9878-9063 - VIVO (11)8790-2139 - TIM
(11)6665-8810 - OI (11)9126-2912 - CLARO


PROGRAMAÇÃO
Dia 01/11/2010 – SEGUNDA-FEIRA

12h00 - Chegada e Recepção no Hotel
13h00 - Inscrições e Credenciamento – AUDITÓRIO
13h30 - Exposição de fotos de TT e dos 4 Encontros Sudeste
14h30 - Cooffee Break de Boas Vindas
17h00 - Leitura e Aprovação do Regimento Interno – AUDITÓRIO
Coordenação: Flávia de Araújo (Instituto APHRODITTE – São Paulo/SP)
Brunna Valin (ARTT’S – São José do Rio Preto/SP)
Luciana Stocco (CASVI – Piracicaba/SP)
18h30 - Abertura Oficial do 5º Encontro Regional Sudeste – Hino Nacional Brasileiro
Mestra de Cerimônia: Fernanda de Moraes - Instituto APHRODITTE – SP
Mesa de Abertura: Franco Reinaudo - CADS/SMPP/PMSP
Dr. Dimitri Sales - CEPDS/SEJDC
Jovanna Baby - Presidente ANTRA
Representante Fórum Paulista de Travestis e Transexuais
Cássio Rodrigo – Secretaria de Humanidades PM Santo André/SP
Dra. Maria Clara Gianna Garcia - Coordenadora Estadual de DST/AIDS
Breno de Souza Aguiar (PM DST/AIDS)
Representante (Sociedade Civil) – RJ
Representante (Sociedade Civil) – ES
Representante (Sociedade Civil) – MG
Representante DN DST/AIDS e Hepatites Virais
20h00 – Jantar com Atração Cultural: Jane di Castro - Rio de Janeiro/RJ


Dia 02/11/2010 – TERÇA-FEIRA

06h00 – Café da Manhã
09h30 – Roda de Conversa 01: Saúde Pública - Hormônios, Silicone e Cirurgia de Readequação Sexual. É só disso que precisamos?
Mediação: Brunna Valim (Fórum Paulista de Travestis e Transexuais – S. J. do Rio Preto/SP)
Representante (Ambulatório de Saúde TT – São Paulo/SP)
Representante (Ambulatório de Saúde TT – Uberlândia/MG)
Representante (Secretaria Estadual de Saúde - RJ)
Representante (Secretaria Estadual de Saúde - ES)
Dra. Ana Maria Costa (Ministério da Saúde)
Clara Cavalcante – Psicóloga (Fórum Paulista de Travestis e Transexuais – Jandira/SP)
11h30 – Grupos de Trabalho: Quais nossas verdadeiras necessidades na Saúde Pública?
Coordenação GT1: Relatoria:
Coordenação GT2: Relatoria:
Coordenação GT3: Relatoria:
13h30 – Almoço
15h00 - Roda de Conversa 02: Direitos Humanos & Exclusão Social. Qual o nosso papel na Educação Social?
Mediação: Silvia Reis (Grupo Diversidade – Boa Vista/RR)
Franco Reinaudo (Coordenador CADS/SMPP – São Paulo/SP)
Dra. Maggi (Reprolatina/PATHFINDER do Brasil)
Prof. Sérgio Aboud (Universidade Federal Fluminense – Rio de Janeiro;RJ)
André Lázaro (SECAD – Ministério da Educação)
Fernanda Benvenutty (ASTRAPA – João Pessoa/PB)
Janaina Leslão Garcia (Conselho Regional de Psicologia/SP)
17h00 – Grupos de Trabalho: Qual a realidade de cada Estado: SP, RJ, ES e MG
Coordenação GT1: Relatoria:
Coordenação GT2: Relatoria:
Coordenação GT3: Relatoria:
19h00 – Finalização dos GTs
20h00 – Jantar com Atração Cultural: Jane di Castro - Rio de Janeiro/RJ


Dia 03/11/2010 – QUARTA-FEIRA

06h00 – Café da Manhã
09h30 – Roda de Conversa 03: Profissionais do Sexo X Violência: Qual a realidade na Segurança Pública?
Mediação: Rhayana Meireles (Fórum Paulista de Travestis e Transexuais – S. J. dos Campos/SP)
Dra. Margareth Barreto – Delegada DECRADI(Secretaria Estadual de Segurança Pública – SP)
Dr. Cláudio Nascimento (SUPERDIR – Rio de Janeiro/RJ)
Dra. Vânia Dias (Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP)
Dr. Dimitri Sales (Coordenador CEPDS/SEJDC – São Paulo/SP)
Jovanna Baby – (Presidente ANTRA)
Jéssica de Lima (Fórum Paulista de Travestis e Transexuais – Valinhos/SP)
11h30 – Grupos de Trabalho: Somos Cidadãs, mas onde estão nossos Direitos Humanos?
Coordenação GT1: Relatoria:
Coordenação GT2: Relatoria:
Coordenação GT3: Relatoria:
13h30 – Almoço
15h00 – Roda de Conversa 04: Planos de Enfrentamento da Epidemia de AIDS: O que está sendo realizado?
Mediação: Bárbara Cristina (Instituto APHRODITTE-SP – Suzano/SP)
Tathiane Araújo (ASTRA SE - Aracaju/SE)
Márcia Giovanetti (CE DST/AIDS – SP)
Representante (CE DST/AIDS – RJ)
Representante (CE DST/AIDS – ES)
Representante (CE DST/AIDS – MG)
Representante (DN DST/AIDS e Hepatites Virais)
Keila Simpson (ATRASBA – Salvador/BA)
17h00 – Grupos de Trabalho: Estratégias na Prevenção: O que temos a acrescentar?
Coordenação GT1: Relatoria:
Coordenação GT2: Relatoria:
Coordenação GT3: Relatoria:
19h00 – Finalização dos GTs
20h00 – Jantar com Atração Cultural: Renata Péron e Angêla Lecrerry

Dia 04/11/2010 – QUINTA-FEIRA

06h00 – Café da Manhã
09h30 – Roda de Conversa 05: Rumos e Perspectivas do Movimento Regional de Travestis e Transexuais
Mediação: Beto de Jesus (ILGA/ABGLT)
Representante Homens Transexuais (SP, RJ, MG, ES)
Taís Souza – Assistente Social (Representante Mulheres Transexuais SP
Giselle Meirelles Casani – Coordenadora Grupo TRANSrevolução (Representante Mulheres Transexuais RJ)
(Representante Mulheres Transexuais MG, ES)
Kika Medina – Agente de Saúde (Representante Travestis Melhor Idade SP)
Miriam Queiroz – Pesquisadora (Representante Travestis SP)
Welluma da Cunha – Militante (Representante Travestis RJ)
Aniky Lima – Educadora Social (Representante Travestis MG)
Vanilly Borghi – Cabeleireira (Representante Travestis ES)
Keila Simpson & Fernanda Benvenutty (Representante ANTRA)
11h30 – Grupos de Trabalho: Relações e Conflitos de Identidade de Gênero: Transexuais & Travestis: Quem somos?
Coordenação GT1: - TRANSEXUAIS – Relatoria:
Coordenação GT2: - TRAVESTIS – Relatoria:
13h30 – Almoço
15h00 - Plenária Final: Apresentação e Aprovação da Carta do 5º Encontro Regional Sudeste de Travestis e Transexuais
Coordenação: Vanilly Borghi (GOLD - Colatina/ES)
Liliane Anderson (UFMG - Belo Horizonte/MG)
Janaina Lima (Grupo Identidade – Campinas/SP)
18h30 – Apresentação do Documentário: TRANSLATINA
20h00 - Jantar de Encerramento com Atração Cultural: Renata Péron e Angêla Lecrerry.


Dia 05/11/2010 – SEXTA-FEIRA

07h00 - Café da Manhã
09h00 - Passeio Turístico
12h00 - Retorno para os Estados

PARADA DO ORGULHO LAICO

A Parada do Orgulho Laico é um dia de manifestações dos cidadãos que prezam pela separação entre o Estado e a Religião.

Diante das recentes campanhas dos candidatos à presidência da república nas Eleições 2010, com discursos que apenas contemplam os princípios religiosos na sociedade, um movimento espontâneo de reafirmação do Estado Laico surgiu no Twitter.

A Parada do Orgulho Laico acontecerá no mesmo dia de votação do 2º turno para presidente do Brasil (dia 31 de Outubro). Para participar basta votar com uma camiseta preta ou branca estampada com a palavra #OrgulhoLaico.

Divulgue a Parada do #OrgulhoLaico nas suas redes!

Fonte: www.sarcastico.com.br

.

Mulherada, vamos aderir à Parada do Orgulho Laico?
Já estou providenciando a minha camiseta!
beijos
Márcia Balades

"Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela
velha opinião formada sobre tudo" Raul Seixas

IV Parada do Orgulho LGBT da cidade de Mauá

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lançamento do Calendário 2011, por Matheus Moura do Site Bigorna.net de Uberlândia - MG

Calendário Chabanais 2011 homenageia personagem de HQs
Por Matheus Moura
13/10/2010
Está programado para novembro próximo o lançamento do Calendário Chabanais 2011, idealizado por Mere Karnikovski. O projeto tem foco no público LGBT e sempre homenageia as personalidades gays do ano em suas páginas. Para a nova versão do calendário Anita Costa Prado, e sua personagem Katita, marcará presença como representante da 9ª Arte.

O Calendário Chabanais 2011 possui tiragem de 30.000 exemplares distribuídos por diversas cidades brasileiras. O projeto gráfico está a cargo do fotógrafo Sergio Donegá (Sol). O Calendário também trará informações de utilidade pública relacionadas às DST's e às leis que já foram aprovadas em benefício da comunidade LGBT, todas traduzidas para o inglês e espanhol. O lançamento ocorrerá durante a Parada Gay do Rio de Janeiro em novembro.

Mais informações pelo e-mail mariank_cg@hotmail.com





Release Calendar 2011 by Matheus Moura Bigorna.net Site Uberlândia - MG


Calendar 2011 Chabanais honors comic character
By Mathew Moura
13/10/2010

It is scheduled for release in November next Chabanais Calendar 2011, created by Mere Karnikovski. The project focuses on LGBT and gay men always honor the personalities of the year in its pages. For the new version of the calendar Anita Costa Prato, and his character Katita, will attend as representative of the 9th Art.

Calendar 2011 Chabanais has a circulation of 30,000 copies distributed in several Brazilian cities. Graphic design is the responsibility of the photographer Sergio Donegá (Sol). The calendar will also bring information of public interest related to STDs and the laws which have been approved for the benefit of the LGBT community, all translated into English and Spanish. The launch will take place during the Gay Pride Parade of Rio de Janeiro in November.


More information by e-mail mariank_cg@hotmail.com

terça-feira, 12 de outubro de 2010

1ª Parada Gay violenta em Belgrado (Sérvia)

A 1ª parada Gay realizada em Belgrado no dia 10/10/2010 foi muito violenta devido à confrontos entre grupos de jovens homofóbicos e forças de ordem. Houve 122 pessoas feridas, 180 detidas (75 ainda estão presas).
Eram cerca de mil participantes devidamente protegidos pela polícia local e antes do início da parada os grupos contrários atacaram os policiais.
O Presidente sérvio Boris Tadec classificou como vandalismo o ocorrido e determinou que todos os desordeiros fossem detidos.
Houve ataque dos manifestantes à Sede do Partido Socialista da Sérvia e, segundo o Ministro de Defesa Dragan Sutanovac, esses ataques foram uma agressão contra a vida de pessoas que estavam trabalhando no prédio numa demonstração de grande ódio. Salientou que esses ataques nada tinham a ver com a Parada do Orgulho LGBT, que foram planejados por organizações nacionalistas que se aproveitaram do evento para fazer semelhante violência.

Elton John e Ricky Martin em campanha contra a violência aos homossexuais nos Estados Unidos.

Agencia EFE

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Nova York, 5 out (EFE).- Os cantores Elton John e Ricky Martin uniram forças e manifestaram seu apoio em um vídeo divulgado hoje para uma campanha liderada por sua colega americana Cindy Lauper pelo fim da violência contra homossexuais nos Estados Unidos.

"Quando fico sabendo de um crime por orientação sexual, fico horrorizado e triste", disse o britânico no vídeo da nova campanha promovida pela fundação True Colors, conduzida pela cantora, que fornece apoio a comunidade gay, lésbica, bissexual e transexual.

O projeto foi criado depois que foram reportados recentemente vários casos de suicídio entre jovens americanos homossexuais, por não conseguirem suportar o assédio, e também inúmeros ataques em locais onde membros dessa comunidade frequentam em Nova York.

"A cada hora, um desses atos de violência e intimidação ocorre neste país. Está na hora das coisas mudarem", diz Ricky Martin no vídeo. O cantor assumiu publicamente sua homossexualidade em março.

"Como pais, como pessoas e como nação temos que agir e dizer 'já basta'. Não vamos tolerar o ódio nunca mais", assegurou Cindy, que convidou todo mundo para "mostrar às crianças que não tem problema em ser diferente".

A cantora, cuja fundação é dedicada há anos à defesa dos direitos dos homossexuais e à assistência à comunidade através de vários programas, convidou os americanos a tratar "todos com dignidade e respeito".

"Jamais se deve perseguir nem prejudicar ninguém por causa de sua orientação sexual, gênero, raça, religião ou qualquer outra característica que o rotule de 'diferente'. As coisas têm que mudar", acrescentou.

A campanha da True Colors coincide com um momento em que várias celebridades, como a apresentadora Ellen DeGeneres, manifestaram sua consternação perante o aumento de suicídios entre jovens homossexuais.

Chamou a atenção o caso de Tyler Clementi, um talentoso violinista de 18 anos que se jogou no rio Hudson (que separa Nova York de Nova Jersey) no dia 22 de setembro porque não aguentou a pressão de alguns colegas da universidade, que aparentemente postaram na internet um vídeo que ele aparece mantendo relações sexuais com outro rapaz.

Além disso, no último final de semana, um dos bares gays mais famosos em Nova York, o Stonewall Inn - onde há 41 anos se iniciaram os distúrbios que marcaram o nascimento do movimento internacional pela defesa dos direitos dos homossexuais - foi palco de uma agressão homofóbica. A Polícia deteve dois jovens, de 21 e 17 anos, que agrediram um cliente após proferir insultos discriminatórios e tentar roubá-lo. EFE

domingo, 10 de outubro de 2010

Direitos e os líderes religioso Homofóbicos‏

DIREITO DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS, PL 122 E OS LíDERES RELIGIOSOS HOMOFÓBICOS

PL 122: Um tema nem tão controverso

Certamente lhes será surpreendente ler este tema. Perguntam-me o motivo de promover este assunto e alguns, imbuídos de má vontade digam, talvez, até que isto depõe contra a Igreja. Mas qual é o objetivo que quero alcançar? Muito simples. O tema da sexualidade e em especial o da orientação homossexual, é um tema bíblico, teológico e pastoral. Aquilo que pretendo discutir, não é a sexualidade em si, pois para ela dedico quase nada de meu tempo, mas sim que coloco o tema frente a diferentes escolas de interpretação das Escrituras e de nossa identidade como cristãos e cristãs. Esse debate não é secundário, mas importante e necessário em nossa vida como Igreja e fudametal para cm testemuhams a fé em Jesus Crist. Este debate é aquele pelo qual nossa identidade de cristãos e cristãs se mantém ou cai.
Para sermos salvos temos que ter fé em Deus e amor no coração e não ter essa ou aquela orientação sexual. A fé e o amor nos libertam de toda servidão de uma serie de tiranias, entre elas, a lei. Este eixo central de nossa hermenêutica bíblica ? fé e amor - não é negociável e nos liberta de toda tentação moralizante que tendemos a colocar na obra de Jesus de Nazaré a quem confessamos como o Cristo do Deus do Reino.
A reação de lideres cristãos ao PL 122 que pretende punir o crime de homofobia, é sumamente clara e um exemplo deste debate. Seus sermões, seus abaixo assinados, suas pressões no Congresso, suas chantagens e suas mentiras, nos revelam sua forma de fazer hermenêutica bíblica e confessional e a medida de seu compromisso com a causa do Reino de paz e de justiça, pretendido e anunciado por Jesus Cristo.
Em primeiro lugar todo debate sobre sexualidade, orientação sexual e matrimonio é um debate colocado no Reino Secular e não no Reino de Deus. A diferença destas duas áreas da soberania de Deus é essencial que a mantenhamos. No Reino Secular empregamos como ferramenta de análise a razão, enquanto que no Reino de Deus utilizamos a Revelação. Portanto nossas interferências como lideres religiosos no Reino Secular afetam o espaço de serviço e promoção de diretos de nosso próximo, seja ele crente ou não, e um dia teremos de prestar contas delas ao Senhor da Vida. Nesse espaço temos que conseguir que todos os seres humanos, bons ou maus, sejam considerados espaços sagrados e pessoas que têm igualdade de diretos.
Temos que recordar junto aos religiosos homofobicos que a Palavra de Deus não é um livro, mas sim uma Pessoa: Jesus Cristo que nos revela o amor de Deus. Temos que recordar o Credo que confessamos: Qui propter nos hómines et propter nostram salútem Descéndit de cælis. Et incarnátus est de Spíritu Sancto Ex María Vírgine, et homo factus est.?
Esta é nossa cristologia. Não há mérito, condições e orientação sexual que nos impeça de nos aproximar-nos desta obra libertadora de todas as tiranias, de todos os estigmas, de todas as exclusões e de todas as discriminações que são fonte de morte e injustiça que é Evangelho de Jesus Cristo. Jesus Cristo não é Moisés e não devemos confundir a Lei com o Evangelho. A Igreja deve anunciar sempre e em toda circunstancia a graça surpreendente e escandalosa de Deus. Essa é nossa tarefa, vocação, missão e visão.
A Bíblia tem diversidade de livros de distinta qualidade e muitos de seus relatos são historias realmente pouca santas. A santidade da Palavra de Deus, que sempre é o Cristo de Deus, não se confunde com a santidade de um livro com diversas qualidades de livros, tanto entre eles como dentro deles. Nem todos têm a mesma santidade e nem tudo revela na plenitude o Evangelho, as boas novas da iniciativa de Deus de reconciliar e reconciliar-se com a criação. Quando falamos de sexualidade e casamento, estamos falando de acordos sociais que tentam proteger direitos, alguns deles muito duvidosos. O conceito, as formas e os ritos do matrimonio são uma construção cultural e religiosa. As Escrituras são um testemunho das diversas formas em que se interpretou dentro das Escrituras mesmas este conceito e a historia da liturgia e da teologia do matrimonio na comunidade cristã mostram essa constante construção e diversidade de pontos de vista sobre este tema realmente social. Quando falamos em sexualidade, homossexualidade, homofobia, casamento não estamos discutindo sobre as Escrituras, mas sim sobre acordos e leis humanas, sobre ritos humanos que não necessitamos celebrar em uniformidade. Diferente é quando falamos em amor, ?porque o amor procede de Deus e conhece a Deus, pois Deus é amor? (1Jo 4,7-8).
Ataques aos direitos sociais das pessoas homossexuais nos desafiam a pensar novamente sobre como vivemos o compromisso que nossa fé impõe a nossa fidelidade ao Evangelho. O exercício da sexualidade não é central para nossa salvação, mas sim a fé e o amor. Ou alguém pensa que se salvará pelo exercício dessa ou daquela sexualidade? Condição sexual não é condição para crer e amar. Aceitamos realmente que só Cristo salva e evitamos qualquer outro caminho tentador pelo qual queiramos chegar a santidade e a libertação de todas as tiranias? Aceitamos só a Escritura para evitar que alguma cerimônia humana ou uma tradição cultural se infiltre em nosso conceito de inclusividade? Continuamos crendo que só a graça para que nenhum ato, obra, mérito, condição humana se infiltra em nosso conceito de discipulado e ainda sustentamos que a fé e o amor são as condições da salvação para que nunca voltemos a cair no sistema que busca a salvação através do cumprimento da Lei?
Alguns lideres religiosos podem, com todo direito, dizer não às conquistas das pessoas homossexuais e podem tentar justificar isso com sua fraca teologia, mas é realmente uma heresia pretender impor esse não à totalidade da Igreja de Cristo. Os que consideram um pecado os atos homossexuais exercidos com amor e respeito e relacionamentos estáveis têm que explicar-me como e com que hermenêutica lêem as Escrituras.
Oro e trabalho para que o Espírito que não se confunde com a Letra nos ajude a realizar um discernimento de nossa forma de ser cristãos e cristãs que queremos ser obedientes à tarefa de anunciar bênção e não condenação e preconceito. Também trabalho e oro para pedir a graça de Deus que abunde de forma que recupere na Igreja de Cristo seu lugar central do qual nunca teveriamos te-la tirado. Só o Espírito que nos ajuda a não confundir a letra com a Palavra e a Graça radicalmente inclusiva de Deus nos pode ajudar a resolver estes temas.

Deus os abençoe com paz e alegria.

Padre Gelson Piber
F: 71 9614 6413

Publicado orinalmente em: http://gelsonpiber.blogspot.com/2010/04/pl-122-e-os-lideres-religiosos.html

domingo, 3 de outubro de 2010

HPV - O inimigo que você não vê...

O que é o HPV?

HPV (papilomavírus humano) é um vírus comum que afeta homens e mulheres. É uma das doenças mais sexualmente transmissível(DST). Existem pelo menos 100 tipos diferentes de HPV e 30 deles afetam a área genital.

É uma doença que não apresenta sintomas e em geral desaparece sem tratamento, mas em algumas pessoas ele pode se manisfestar ocasionando verrugas no orgão genital ou lesões que, não sendo tratadas, podem progredir para o câncer de colo do útero, vagina, vulva e ânus.

Por esses motivos é muito importante realizar os exames ginecológicos regularmente. Você pode obter de seu médico todas as informações sobre os cuidados que deve ter para não contrair essa doença tão perigosa.

Algumas das dicas são:

- Reduzir o número de parceiros sexuais;

- O uso do preservativo é fundamental, mas no caso do HPV não é suficiente, pois o vírus pode estar alojado também em partes da área genital que estão fora do alcance do preservativo;

- Se você suspeitar que seu parceiro(a) tenha DST, incentíve-o(a) a consultar o médico e fazer o tratamento. Não tenha relações sexuais até que tudo esteja tratado.

- Não compartilhe objetos de uso íntimo com outras pessoas e, objetos de uso comum como vasos sanitários e toalhas, devem estar muito bem higienizados.

A melhor forma de prevenção contra o HPV é a vacinação e o ideal é que as meninas sejam vacinadas antes do início da atividade sexual. Mulheres que ainda não se infectaram ou mesmo as que já tiveram contato com algum dos tipos de HPV, podem se beneficiar com a vacinação.

Vale lembrar que os cuidados com a prevenção são muito importantes...sem eles a vacina não terá eficácia.

LEMBRE-SE: qualquer pessoa pode adquirir HPV desde que esteja em atividade sexual, portanto preocupe-se consigo mesmo...CUIDE-SE!!!

A PREVENÇÃO É TUDO!!!

sábado, 2 de outubro de 2010

Pamela Soares

Pamela Soares, uma de nossas estrêlas do Calendário 2011, apresentará o seu grande Show representando ChaBanais no evento pré-parada no Rio de Janeiro.


Pamela Soares, one of our stars of the 2011 calendar, make your big show at the event representing Chabanais pre-parade in Rio de Janeiro.















domingo, 26 de setembro de 2010

I Ciclo de Debate LGBTT

Aconteceu no dia 16 de setembro o I Ciclo de Debate LGBTT com o tema " As propostas dos candidatos LBGTT para o público LGBTT.
O Debate foi mediado por Douglas Drumond, presidente da Ong Casarão Brasil e teve como participantes os candidatos:

Salete Campari -PT
Amaury - PV
Fernando - PSB
Rosana Star - PRB
Marcia Lima - PSB


Foi um debate muito equilibrado, onde cada candidato colocou de maneira clara a sua proposta para o publico LGBTT.

Douglas Drumond








sábado, 25 de setembro de 2010

Nota oficial sobre as declarações do Vaticano sobre a homossexualidade‏

NOTA OFICIAL DA ABGLT SOBRE DECLARAÇÕES DO VATICANO REFERENTES À HOMOSSEXUALIDADE

(English version below)

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional, fundada em 1995, que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Diante da declaração do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, que afirmou nesta segunda-feira (12/04/2010) que é o “homossexualismo” (sic), e não o celibato, que deve ser relacionada à pedofilia, a ABGLT vem a público se manifestar:

A ABGLT deixa claro no seu estatuto que é contra a pedofilia, seja ela praticada por pessoas de qualquer orientação sexual ou identidade de gênero, heterossexuais ou homossexuais. A ABGLT, no seu primeiro Congresso, realizado de 20 a 24 de janeiro de 2005, em Curitiba, Paraná, Brasil, deliberou pela defesa e garantia do estado laico e contra a exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. A ABGLT entende que a pedofilia é um transtorno, conforme a Classificação Internacional de Doenças 10 - F65.4: 302.2, e que o abuso sexual de crianças e adolescentes é crime. A ABGLT mantém uma campanha permanente contra a pedofilia e o abuso sexual de crianças e adolescentes: http://www.abglt.org.br/port/luta_pedofilia.php ;

Diversos estudos sobre a pedofilia e sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes apontam que a maioria destes crimes é perpetrada por heterossexuais, sem que isto signifique que a heterossexualidade cause a pedofilia. As questões relacionadas à pedofilia propriamente dita são muita complexas e não podem se reduzir a tão simplista diferenciação baseada na orientação sexual dos agressores. O que surge de fato como tendência nos estudos é que os crimes são praticados especialmente por pessoas que têm proximidade, exercem autoridade e possuem confiança em relação às crianças e aos adolescentes, como pais, familiares, religiosos;

A ABGLT não aceita esta provocação do Vaticano contra as pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, que não passa de uma tentativa de desviar a atenção do problema maior que se prolifera dentro do seio da Igreja Católica, o qual deve - sim - ser explicado e esclarecido para a sociedade em geral;

A ABGLT defende um Estado Laico e entende que a liberdade religiosa não garante ao Vaticano o direito de julgar com suas próprias leis os seus pares que abusam de crianças e adolescentes. A ABGLT entende que religiosos que cometam crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes, além de ter o devido acompanhamento dos serviços de saúde, devem ser submetidos às penas previstas pela lei secular, assim como o restante da população. Assim, a ABGLT se soma às demais instituições de direitos humanos e pede que o Vaticano se explique sobre estes crimes cometidos por sacerdotes católicos, e que não culpe de forma irresponsável a comunidade LGBT;

A ABGLT, diferente dos setores fundamentalistas religiosos, defende a educação sexual para crianças e adolescentes, de tal modo que aprendam a ter autonomia sobre seu corpo, e a se proteger e denunciar abusos dentro de casa, nas igrejas e em qualquer outro lugar;

A ABGLT convoca as organizações profissionais, de direitos humanos e LGBT, nacionais e internacionais, a se pronunciarem sobre o assunto;

A ABGLT espera que o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, tenha o mínimo de respeito para as famílias das crianças abusadas por padres e bispos da Igreja Católica, e que, ao invés de jogar a culpa de seus escândalos para a comunidade homossexual, reflita sobre o passado e o mal que historicamente a Igreja tem feito aos negros, deficientes, mulheres, judeus, ciganos, homossexuais e crianças e adolescentes em todo o mundo. Será que futuramente a Igreja vai pedir perdão também aos homossexuais por mais este erro que está cometendo agora?

Viva o Estado Laico. Pelo direito da Educação Sexual de crianças e adolescentes, pela punição (conforme as leis seculares) de religiosos que abusam sexualmente de crianças e adolescentes, por uma nova Igreja que respeite os direitos humanos de todos os cidadãos e todas as cidadãs, sem distinção de qualquer natureza.

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais


OFFICIAL ABGLT POSITION ON VATICAN STATEMENTS ABOUT HOMOSEXUALITY

ABGLT – the Brazilian Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Association – is a national network, founded in 1995, currently having 237 member organizations throughout Brazil. Its mission is to defend and promote the citizenship of these segments of the population. ABGLT is also active on the international scenario and has consultative status with the United Nations Economic and Social Council.

In the face of the statement made by the Vatican’s Secretary of State, Cardinal Tarcisio Bertone, this Monday (12/04/2010) that it is “homosexualism” (sic), and not celibacy, that should be related to pedophilia, ABGLT publicly manifests itself as follows:

In its by-laws, ABGLT makes it clear that it is against pedophilia, regardless of the sexual orientation of gender identity of those who practice it, whether they be heterosexual or homosexual. During its 1st Congress, held on January 20th to 24th 2005, in Curitiba, Paraná, Brazil, ABGLT decided in favour of the defence of the Secular State and against the sexual exploitation and abuse of children and adolescents. It is ABGLT’s understanding that pedophilia is a disorder, as per the International Classification of Diseases 10 - F65.4: 302.2, and that the sexual abuse of children and adolescents is a crime. ABGLT has a permanent campaign on its website against pedophilia and the sexual abuse of children and adolescents: http://www.abglt.org.br/port/luta_pedofilia.php;

Many studies on pedophilia and the sexual abuse of children and adolescents indicate that the majority of these crimes is perpetrated by heterosexual people, without this implying that heterosexuality causes pedophilia. The issues relating to pedophilia itself are very complex and cannot be reduced to a simplistic differentiation based on the sexual orientation of the aggressors. What does arise as a tendency in the studies is that the crimes are committed by people who are close to, hold authority over and count on the trust of the underaged, such as parents, relatives, priests;

ABGLT does not accept this provocation by the Vatican against Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender (LGBT) people, which is nothing more than an attempt to draw attention away from the more important problem that proliferates within the bosom of the Catholic Church, and which undoubtedly should be explained and clarified to society in general;

ABGLT defends the Secular State and understands that religious freedom does not give the Vatican the right to judge with its own laws its peers who abuse children and adolescents. ABGLT maintains that ordained people who commit the crime of sexual abuse of children and adolescents, in addition to receiving due healthcare, must be subject to the penalties provided for by secular laws, in the same way as the rest of the population. As such, ABGLT joins other human rights organizations and demands that the Vatican provide an explanation regarding the crimes committed by catholic priests, and that it does not blame the LGBT community in this irresponsible manner;

ABGLT, differently to fundamental religious sectors, defends sexual education for children and adolescents, in order for them to learn to have autonomy over their bodies, and learn to protect themselves from and report abuse at home, in churches, and wherever else it may occur;

ABGLT calls on professional, human rights and LGBT organizations, both national and international, to make pronouncements on this matter;

ABGLT hopes that the Vatican’s Secretary of State, Cardinal Tarcisio Bertone, will be capable of showing the minimum of respect to the families of the children abused by priests and bishops of the Catholic Church, and that, instead of placing the blame of its scandals on the homosexual community, it reflects on the past and on the harm that the Church has historically caused to Black people, the disabled, women, Jews, gypsies, homosexuals and children and adolescents throughout the world. Will the Church, in the future, also ask forgiveness of the homosexual community for yet another injustice it is committing now?

Long live the Secular State. For the right for children and adolescents to have Sexual Education, for the punishment (under secular laws) of ordained people who sexually abuse children and adolescents, for a new Church that respects the human rights of all citizens, indiscriminately.

ABGLT - Brazilian Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Association

Inglaterra implanta sistema de registro de queixa de ódio nas escolas‏

INGLATERRA IMPLANTA SISTEMA DE REGISTRO DE QUEIXAS DE ÓDIO NAS ESCOLAS


Um garoto de apenas dez anos de idade está eternizado nos registros estudantis da Inglaterra por chamar um colega de Gay boy.

Esse é o primeiro exemplo público de como funcionará o registro de queixas de ódio nas escolas da Inglaterra que, desde setembro, pode incluir crianças a partir dos cinco anos de idade por usarem ofensas homofóbicas.

Os detalhes de como tudo funciona foram revelados quando a mãe de um garoto na cidade de Weston-super- Mare descobriu que as ofensas homofóbicas disparadas pelo seu filho ficariam eternizadas em sua documentação escolar e disponível em todas as escolas e universidades do país.

Peter Drury, de apenas dez anos de idade, usou a expressão Gay boy para ofender um colega fora da Escola Primária Ashcombe, mas foi a mãe de outro aluno que relatou o fato à diretoria.

A mãe do garoto homofóbico, Penny Drury, desabafou para o tablóide inglês Daily Mail: “Ele não entende sobre o básico, como ele pode ser homofóbico? Peter é um garoto muito ingênuo que não sabia o que estava fazendo e agora está muito triste por estar envolvido nisso. Nada disso quer dizer que ele se transformará em um homofóbico violento no futuro. Ele deve ter escolhido a palavra aleatoriamente e achou que significasse ‘idiota’. Se eu tivesse ouvido teria sido a primeira a corrigi-lo e orientá-lo a não usar essas expressões, mas inclui-lo [no registro de ódio] é exagero”.

Os pais de Peter pediram que a escola removesse o filho dos registros mas o diretor se recusou. O objetivo da medida é combater a epidemia dos casos de bullying nas escolas britânicas.


Agora vem cá: estamos falando de um menino de 10 anos, não de 3. Dizer que ele não entende sobre o básico e que escolheu as palavras aleatoriamente achando que "Gay" significava "idiota" é o mesmo que dizer que o menino é retardado mental.

Provavelmente ele sabe operar e programar iPods, celulares, controles remotos, MP3, computadores e Nintendos muito melhor do que qualquer um de nós.

Com certeza desde a mais tenra idade ele já sabe que não pode usar palavras racistas, mas estranhamente ele não sabia que não pode usar palavras homofóbicas.

Falha grave na educação do garoto. Até mesmo porque ele não inventou essas palavras, ele está reproduzindo a homofobia que aprendeu em algum outro lugar.

OK, talvez fichar o garoto pra sempre seja um pouco exagerado, mas deveriam pelo menos levá-lo de sala em sala para que ele conte o que fez, diga que está arrependido e peça desculpa a todos os coleguinhas por ter sido homofóbico. Afinal, vários deles são Gays e todos têm parentes e amigos Gays. Isso servirá de exemplo para que nenhum outro aluno faça o que ele fez.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://centraldenoticiasgays.blogspot.com/2010/03/inglaterra-implanta-sistema-de-registro.html

Travestis e Transexuais podem usar nome social nas escolas públicas do DF‏

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS PODEM USAR NOME SOCIAL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF


Os nomes constarão nos Diários de Classe. Portaria neste sentido, assinada nesta terça-feira, 9/2, pela secretária de Educação, em exercício, Eunice Santos, deverá ser publicada no Diário Oficial do DF desta quarta-feira, 10/2, início do ano letivo

“Esta é uma forma de transmitirmos aos nossos estudantes, que estão em processo de formação, o senso de aceitação e respeito à diversidade”, afirma a secretária de Educação do DF, em exercício, Eunice Santos.

Para ela, “a Secretaria de Educação tem o dever de colaborar para combater o preconceito e a discriminação nas escolas”. O estudo “Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas” , realizado pela RITLA – Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), por solicitação da Secretaria de Educação do DF, demonstra que o preconceito e a discriminação estão presentes na rede pública de ensino.

De acordo com a pesquisa, 16,3% dos alunos com mais de 18 anos não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe. Entre os que têm entre 17 e 18 anos, o índice sobe para 20,5%. Quanto mais jovens, mais o preconceito aumenta. Na faixa de alunos com menos de 11 anos, 48,7% não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe.

O preconceito e a discriminação também podem ser sentidos nos xingamentos sofridos pelos homossexuais. O estudo da RITLA mapeou 14 expressões agressivas utilizadas contra os homossexuais, entre elas, biroba, bicha, viado, sapatão e lacraia.

Os pesquisadores ouviram, no ano de 2008, 9.937 estudantes e 1.330 professores, em 84 escolas das 14 Diretorias Regionais de Ensino

“Permitir que travestis e transexuais possam ser chamados pelos nomes que efetivamente escolheram é uma demonstração concreta de respeito à individualidade de cada um e também é maneira de enfrentar esta violência”, avalia o professor Edilson Rodrigues, gerente de Educação de Jovens e Adultos da SEDF – um dos principais defensores da medida que prevê a inclusão do nome social no Diário de Classe.

O diretor do Centro de Ensino Médio 2 do Gama, Júlio César Ferreira Campos, eleito em dezembro, acredita que pode haver resistência por parte de familiares, estudantes e professores. Ele aposta na compreensão e no diálogo para harmonizar a convivência e a aceitação entre todos os indivíduos.

“Tivemos, no ano passado, o caso de dois alunos transexuais que se recusavam a responder a chamada ou atender os professores pelos nomes do registro civil”, conta o diretor. “A solução foi passar a chamá-los pelo nome social, o que significou um ato de respeito a estes alunos”, completa.

De acordo com a portaria, o nome social deverá acompanhar o nome civil em todos os registros internos da instituição educacional. No histórico escolar, declarações e certificados constará apenas o nome civil.

O estudante maior de 18 anos deverá manifestar à escola o desejo, por escrito, de inclusão do nome social. Estudantes menores de 18 anos, a inclusão poderá ser feita mediante autorização dos pais ou responsáveis.

A portaria orienta que todas as instituições educacionais desenvolvam projetos de combate à homofobia.

Conheça o texto da portaria (http://noticiasdarede.se.df.gov.br/wp-content/uploads/2010/02/portaria-nome.pdf)

Acesse o site da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e conheça o Programa Brasil Sem Homofobia (http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/brasilsem/)

Málcia Afonso – Ascom

Publicado originalmente em: http://www.se.df.gov.br/300/30001002.asp?ttCD_CHAVE=95572

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ensaio fotográfico para o Calendário 2011

Uma pequena amostra do que foi o ensaio fotográfico para o Calendário 2011.

Presença de Anita, criadora da personagem lésbica do gibi Katita e do Sargento Fernando que, também é candidato à Deputado Federal pelo PSB 4010


domingo, 19 de setembro de 2010

Parada do Orgulho LGBT Rio 2010

PARADA DO ORGULHO LGBT RIO 2010

TEM NOVA DATA E EXTENSA PROGRAMAÇÃO



A Parada do Orgulho LGBT Rio 2010, que anteriormente estava prevista para outubro está confirmadíssima, para o dia 14 de novembro, às 14 horas. Vamos sacudir a Praia de Copacabana com muita música, alegria e reivindicações! Leve tod@s seus amig@s para ocuparmos o cartão postal do Rio com todas as nossas cores!

Queremos fazer um evento com qualidade, segurança e muita energia, passando a mensagem da população LGBT para a sociedade: igualdade de direitos e o fim da homofobia.

Estamos num momento de grande importância para o futuro do país, pois elegeremos nossos governantes e nossos legisladores para os próximos quatro anos. Até hoje, nenhum projeto que beneficie a população LGBT foi aprovado em âmbito federal.

Milhões de brasileir@s LGBT não têm sua união civil reconhecida; e os benefícios que casais heterossexuais desfrutam ainda nos são negados. O preconceito e discriminação ainda se sobrepõem ao reconhecimento do Estado Laico. Por isso, TODAS E TODOS no dia 14 de novembro na praia de Copa!!!



Informações para a imprensa

Márcia Vilella | Diego Cotta

Target Assessoria de Comunicação

Tels.: 21 8158 9692 | 8158 9715 | 2284 2475

target@target.inf.br | www.target.inf.br

"As lébicas são mulheres, eu não sou"

Fonseca está em transformação há dois anos, desde que descobriu o tratamento e a existência de pessoas como ele

Enquanto não faz a cirurgia, transexual usa várias camisetas e uma faixa para apertar os seios sob o terno

DE SÃO PAULO
Depoimento de Renato Fonseca, 43, nascido Rosane Oliveira da Fonseca. Profissão: serigrafista. Casado há 11 anos. Vive em Porto Alegre.
Eu nasci em um corpo errado. Meu pai é funcionário público aposentado e a mãe é dona de casa e costureira.
Sempre fui assim, desde criança. Quando cheguei aos 18, saí de casa para me assumir plenamente.
Todas as pessoas como eu tiveram problema com a mãe. O pai em geral não está nem aí. A mãe é que é mais complicado.
Nunca vesti roupas de menina. Na escola, a sorte era que o uniforme era abrigo e tênis -graças a Deus. Sempre tive apelidos masculinos (Falcão, Rique). E só brincava com os meninos.
Se você me olha, você vê claramente que sou um homem. Lésbicas são mulheres. Eu, não. Me sinto como homem. Penso como um.
Os homens são mais grosseiros. As mulheres são mais delicadas, mais cheias de ai-ai-ai. Eu não sou assim. Comigo é tudo na base dos trambolhões.
Aos 16 anos, namorei pela primeira vez uma mulher. Ela tinha 26 e sempre me tratou como um menino.
Na minha empresa, todo mundo sabe que nasci mulher, mas me chamam de Fonseca. E estão acompanhando a minha transformação. Estou criando barba, bigode, a voz está engrossando cada vez mais. E está todo mundo tranquilo.
Se eu soubesse que havia esse tipo de tratamento [hormonal, para o desenvolvimento de caracteres secundários masculinos], teria ido antes. Há dois anos estou lá.
Quando cheguei, foi uma felicidade. Até então eu só conhecia lésbicas, heterossexuais e transexuais que querem ser mulheres.
De dois anos para cá, já encontrei umas 15 pessoas como eu. E está aparecendo cada vez mais gente.
Eu fiquei feliz de saber que isso era possível. Quando eu vi o Paulo, braços cabeludos, barba... Ali estava alguém que tinha sido uma guria. Era uma transformação incrível.
A parte de cima me incomoda muito. Para mim, não faz parte. Eu chego em um lugar, de barba e bigode, e está tudo ok. Mas quando a pessoa vê o peito, começa a me estranhar: isso aí é um homem ou uma mulher? Se eu não tiver o peito, ela não vai pensar assim.
Meu peito é tamanho médio, mais ou menos, nem sei direito. Eu não me olho muito. Para esconder o peito, uso três camisetas, faixa para apertar e terno.
Em março de 2009, comecei a fazer o tratamento hormonal. De lá para cá, a minha voz engrossou mais. Fiquei um pouco mais agressivo, mais possessivo, mais estourado. Já estou com barba e bigode, com pelos na barriga. Parou a menstruação. Aumentou a minha libido e meu clitóris cresceu. Está do tamanho do dedo mindinho.
Tem gente no grupo [de transexuais como Renato] que tenta fazer xixi de pé, mas para mim isso não importa.
Minha esposa -sou casado há 11 anos com uma mulher muito feminina- diz que não tem necessidade de eu fazer a operação na parte de baixo. Ela já está bem contente [risos].
Hoje, eu entrei no banheiro e olhei meu rosto no espelho. Que alegria ver todos aqueles pelos da barba. Já é uma transformação e tanto, mas quero chegar em um tórax sem peito e todo peludo.

Mudança de sexo pode levar mais de dois anos

DE SÃO PAULO
O procedimento até a cirurgia de redesignação sexual é longo, e obedece os critérios estabelecidos pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
O interessado em se submeter à mudança deve ser maior de 21 anos e precisa ter sido diagnosticado como transexual por uma equipe de psicólogos e psiquiatras.
Insatisfação duradoura com o próprio sexo e o desejo expresso de eliminar os genitais são questões avaliadas pela equipe por, pelo menos, dois anos.
Então o tratamento hormonal -testosterona no caso das mulheres- tem início e, em meses produz os primeiros efeitos: crescimento da barba, engrossamento da voz e aumento do tamanho do clitóris.
Se quiser, o paciente pode ainda se submeter à mastectomia (retirada das mamas) e realizar operações para eliminar útero, trompas, ovário e vagina.
Mas para o urologista Carlos Cury, especialista em cirurgias de transgenitalização, boa parte já se satisfaz em retirar os seios:
"Isso já causa um impacto emocional, esses pacientes têm uma necessidade muito grande de se mostrar como homens."
A neofaloplastia (realizada pelo alongamento do clitóris ou da construção de um pênis na musculatura do antebraço da pessoa) é experimental.
A Organização Mundial da Saúde considera a transexualidade um distúrbio, e é essa caracterização que facilita o acesso à cirurgia, lembra Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.
"O SUS só paga a cirurgia porque esse fenômeno é considerado um transtorno. Se não fosse, essas operações seriam tidas como meramente estéticas."




SAO PAULO
The procedure to sex reassignment surgery is over, and meets the criteria established by CFM (Conselho Federal de Medicina)
The person to be subject to change must be 21 or older and must have been diagnosed as a transsexual by a team of psychologists and psychiatrists.
Lasting dissatisfaction with their sex and expressed desire to eliminate genital issues are evaluated by the team for at least two years.
So-testosterone hormone treatment for women-opened, and the first months produces effects: beard growth, voice deepening and enlargement of the clitoris.
If desired, the patient can still undergo mastectomy (removal of breasts), and operate to remove the uterus, fallopian tubes, ovaries and vagina.
But for Carlos Cury urologist, a specialist in the reassignment surgeries, much has already been satisfied to remove the breasts:
"This causes an emotional impact, these patients have a very strong need to show how men."
The neofaloplastia (performed by stretching the clitoris or the construction of a penis in the muscles of the forearm of the person) is experimental
The World Health Organization considers transsexualism a disorder, and this characterization is to facilitate access to surgery, says Alexandre Saadeh, Institute of Psychiatry, University Hospital.
"SUS only pay the surgery because this phenomenon is considered a disorder. If not, these operations would be regarded as purely aesthetic."

Promulgada a lei que cria combate à homofobia no Paraná

ROBERTO REQUIÃO PROMULGA LEI QUE CRIA DIA DE COMBATE À HOMOFOBIA NO PARANÁ


O governador do Paraná Roberto Requião promulgou, na última segunda-feira, 15 de março, lei que institui o dia 17 de maio como o Dia Estadual de Combate à Homofobia no Estado.

Requião, no entanto, nem sempre esteve em sintonia com a comunidade LGBT. Em outubro de 2009, ele disse em um programa de TV que o câncer de mama em homens poderia “ser consequência de passeatas gay". Uma semana após o ocorrido, o governador usou a reunião semanal da Escola de Governo para falar em prol da diversidade.

O Dia Estadual de Combate à Homofobia no Estado é uma iniciativa da deputada estadual Rosane Ferreira (PV) e do ex-deputado estadual Professor Lemos (PT). De acordo com Lemos, a promulgação “é um avanço na luta pela igualdade de direitos e pela não discriminação quanto à orientação sexual e identidade de gênero de cada ser humano”.

Já a deputada Ferreira salienta que a falta de debate e conscientização sobre o direito de orientação sexual e identidade de gênero agrava ainda mais a discriminação. “É por isso que apoiamos todos os movimentos de defesa dos homossexuais, avançando na conquista de uma sociedade mais justa e democrática”, declarou.

A notícia foi comemorada pelos ativistas LGBT do estado, que acreditam que a instituição da lei é reflexo do trabalho de grupos que defendem a igualdade de direitos aos LGBT. “Em um estado conservador como o Paraná, uma data como essa se torna necessária para que a visibilidade positiva da comunidade LGBT, bem como a reflexão sobre os direitos humanos da mesma, sejam fomentados e resguardados”, afirma Rafaelly Wiest, presidente do Grupo Dignidade.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: UOL http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=brasil_mundo&cod=7599

9 Estados brasileiros já aprovam e reconhecem união gay

Levantamento realizado pelos Tribunais de Justiça brasileiros e divulgados no fim de semana apontam que nove estados do país já possuem jurisprudências possitivas para uniões de Homossexuais.

São decisões dadas em primeira ou segunda instâncias que permitiram uniões civis entre Homossexuais e ou suas dissoluções.

Agora, o STF está analisando um pedido feito pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para que a união estável de pessoas do mesmo sexo tenha valor igual ao de uma união heterossexual.

Este levantamento entre os tribunais brasileiros foi pedido pelo relator desta ação proposta por Cabral, o ministro Carlos Ayres Britto.

O relatório indica que grande parte dos ministros do Supremo tem se mostrado a favor da união estável entre Homossexuais e todos os direitos dela decorrentes, como a concessão de pensão e a permissão para adotar crianças.

O STF deve unificar o assunto editando uma súmula que deveria ser seguida por todo o Poder Judiciário. Essa súmula, provavelmente, permitirá uniões Gays em todo o Brasil, mas uma grande discussão na sociedade deve acontecer antes desta decisão, e a opinião pública pode mudar os rumos do processo.

O levantamento encontrou pelo menos uma sentença favorável em primeira ou segunda instância em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Acre, Piauí, Mato Grosso e Alagoas.

Os demais Estados não têm decisões favoráveis ou declararam não ter registro de julgamentos nesse tipo de questão.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://centraldenoticiasgays.blogspot.com/2010/02/justica-de-9-estados-brasileiros-ja.html

Conselho Federal de Serviço Social adota o manual de comunicação LGBTT

Você sabe porquê é incorreto e preconceituoso utilizar o termo homossexualismo? E porquê a sigla GLS não deve ser empregada como referência à atuação política dos Movimentos LGBTs? Ou ainda, porquê não se deve dizer "o" Travesti, e sim "a" Travesti?

Para tirar estas e outras dúvidas e, principalmente, reduzir o uso inadequado e preconceituoso de terminologias que afetam a cidadania e a dignidade de 20 milhões de LGBTs no Brasil, foi lançado, no final de janeiro, o Manual de Comunicação LGBT.

Disponível nos idiomas português, espanhol e inglês, o Manual tem como foco a imprensa brasileira (jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, bibliotecários etc.), mas serve também para pessoas e segmentos da área e toda a sociedade.

Segundo a ABGLT, o Manual está diretamente relacionado às metas do Movimento LGBT de contribuir com a elaboração de ferramentas capazes de formar e informar a sociedade brasileira sobre seus direitos humanos e "pretende reforçar os papéis assumidos por cada cidadão para a construção de uma sociedade mais justa, humana, solidária e com pleno acesso aos direitos concedidos na Constituição Brasileira".

Desde 2006, quando o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha pela liberdade de orientação e expressão sexual, em parceria com as entidades políticas LGBTs, e publicou a Resolução 489/2006, "que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do assistente social", o CFESS tem acompanhado as demandas desse segmento e apoiado ações que contribuem para superar preconceitos e violações de direitos. E o Manual faz parte dessas ações.

"O Manual de Comunicação LGBT é muito importante para contribuir com a disseminação de uma linguagem respeitosa, neste caso, com a liberdade de orientação e expressão sexual e com a identidade de gênero. O material é mais uma ação estratégica na luta pela conquista dos direitos de LGBTs e por uma convivência realmente democrática", defendeu Silvana Mara de Morais dos Santos, conselheira do CFESS, integrante da Comissão de Comunicação e coordenadora da Comissão de Ética e Direitos Humanos.

Ainda segundo Silvana, o material contribuirá para que a mídia se comunique melhor, com uma linguagem respeitosa aos segmentos LGBTs. Mas ela ressalta que o Conjunto quer mais. "Queremos mais do que se comunicar de maneira 'politicamente correta'. Queremos uma sociedade fundada na igualdade real com respeito e valorização da diversidade humana", ressaltou.

A CFESS tem se articulado para dialogar com os movimentos sociais e sujeitos coletivos, como o movimento feminista, Movimentos LGBTs, movimentos pela igualdade racial, movimentos na área da infância, adolescência, pessoa idosa, pessoa com deficiência e demais movimentos e entidades que atuam na luta pelos direitos de indivíduos historicamente oprimidos.

Para completar, Silvana ainda convida os CRESS a divulgarem o Manual de Comunicação LGBT para os assistentes sociais de suas respectivas regiões. "O debate firme e democrático é uma boa arma contra as formas de preconceito historicamente consolidadas. O conjunto CFESS-CRESS tem um compromisso com a defesa dos direitos humanos".

Baixe gratuitamente o Manual de Comunicação LGBT através do link: http://www.abglt.org.br/docs/ManualdeComunicacaoLGBT.pdf

sábado, 18 de setembro de 2010

Gays buscam união estável para garantir seus direitos

Contrato assegura ao companheiro o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo e a posse dos bens adquiridos durante a convivência; em 2008 e 2009, sete cartórios da capital registraram 204 'casamentos'

Isis Brum

Marcelo e Luciano nunca puderam se casar, apesar de viverem juntos por cinco anos. No ano passado, Luciano morreu, vítima de aids, deixando direitos trabalhistas para serem recebidos. Sua família, que nunca aceitou seu relacionamento, entrou com uma ação na Justiça para requerer a indenização, alegando que ele era solteiro e não mantinha qualquer compromisso sério com Marcelo.

Os nomes são fictícios, mas a história, que se passa no interior do Estado, é verídica e recorrente, segundo as associações de defesa dos trans e homossexuais. O casal não tinha o contrato de união homoafetiva que assegura ao companheiro o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e a posse dos bens adquiridos durante a convivência.

Esse pacto já foi formalizado por 204 casais de gays e lésbicas, em 2008 e 2009, em sete Cartórios de Notas da capital, que registraram essa contagem. A Associação da Parada do Orgulho GLBTde São Paulo ajudou a oficializar a união de mais 240 casais desde 2003.

Ideia

A união homoafetiva é um contrato semelhante ao de união estável feito por casais heterossexuais. Nesse documento público, assinado diante de testemunhas e registrado em cartório, os parceiros reconhecem a relação de convivência, definem o regime de partilha de bens (comunhão universal ou parcial ou separação total), a tutela dos filhos e nomeiam, se quiserem, o companheiro como seu procurador para administrar o patrimônio em caso de morte ou evento incapacitante (acidente ou doença).

“A ideia de se fazer esse pacto é comprovar a existência da união entre os homossexuais”, diz Maria Berenice Dias, advogada especializada em união homoafetiva e desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. “Em posse desse documento, o companheiro pode ser nomeado inventariante, requerer pensão junto à Previdência e o direito de colocar seu cônjuge como dependentes no plano de saúde.”

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu o direito de casais homossexuais em união estável a receber os benefícios da previdência privada em caso de morte do parceiro. A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, afirmou que “a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo não pode ser ignorada” e que, por mero preconceito, “sejam suprimidos direitos fundamentais das pessoas envolvidas”.

Provas

Segundo Berenice, os homossexuais estão desamparados juridicamente e documentos como o pacto de união homoafetiva tornam-se provas importantes para brigar por direitos ainda negados no âmbito do Direito de Família, Previdenciário, Cível e Tributário.

“Tudo o que puder ser feito no sentido de criar jurisprudência que regularize a união entre homossexuais, o cartório fará”, garante a tabeliã Priscila de Castro Teixeira Pinto Lopes Agpito, do 29º Tabelião de Notas. “Se a lei não veda, podemos fazer. Mas no caso da união homoafetiva, houve determinação expressa da nossa corregedoria para que todos os tabeliães lavrassem essas escrituras”, completa.

O 26º Tabelionato de Notas, na região central de São Paulo, foi o que mais realizou pactos de união estável entre casais gays e lésbicos. Foram 68 em 2008 e 67 no ano passado - um salto de 3.250% em comparação com as duas únicas escrituras lavradas no primeiro ano de registro, em 2002.

Enquanto a sociedade e o poder Judiciário avançam, no sentido de legalizar a união entre homossexuais, a legislação segue atrasada por preconceito, avalia Maria Berenice. Segundo ela, existem pelo menos 17 projetos de leis sobre o tema à espera de votação na Câmara desde 1995. “Tem uma que diz que homofobia é crime. Mas precisa de lei para ser crime? Não é óbvio?”, indaga.


VALOR JURÍDICO

A declaração de união estável pode ser feita em qualquer Cartório de Notas

Deve ficar expressa a convivência entre pessoas do mesmo sexo

Define-se o regime de partilha de bens: comunhão total ou parcial

Dá direito à posse imediata dos bens e de abertura de inventários

Pode-se requerer o direito à pensão no INSS e privada

Dá direito à dependência no plano de saúde do companheiro

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://www.jt.com.br/editorias/2010/02/16/ger-1.94.4.20100216.1.1.xml

terça-feira, 14 de setembro de 2010

NOTA DE REPÚDIO

Amigas, amigos e jornalistas,

O Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, que se reúne a cada 15 dias no Casarão Brasil, para debater questões jurídicas sobre os direitos de LGBTs acaba de emitir uma Nota de Repúdio contra um Conselheiro da OAB SP que dentre outras coisas fez as seguintes afirmações durante um evento ocorrido na OAB SP, no mês passado:

"embora eu possua inclusive amigos gays" ..... "recebi uma educação séria e rigida"......"sou de uma época em que homem gostava de mulher e vice-versa"....."não me sinto à vontade quando saío com minha filha pequena e vejo dois homens se beijando, pois não sei o que dizer"...

Por fim, ainda vez a seguinte pergunta:
"Não seria o caso de se emendar o art. 5º, inc. I, da CF/88 para se declarar que homens, mulheres, gays, lésbicas e simpatizantes são iguais perante a lei".
O teor da Nota de Repúdio segue abaixo. Contamos com o apoio de todos os grupos militantes neste episódio que muito mal estar tem nos proporcionado e para eventual reação no caso de retalhiações institucionais.

GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual

03/09/2010 Nota de Repúdio


O GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, vem, pela presente, declarar o seu mais absoluto repúdio às manifestações de cunho nitidamente homofóbico externadas pelo Dr. José Eduardo Tavolieri de Oliveira (OAB/SP n.º 135.658), na palestra sobre União Homoafetiva, realizada no dia 05/08/2010 na sede da OAB/SP, ministrada pelo Eminente Professor Álvaro Villaça Azevedo (OAB/SP n.º 13.595) - homofobia = preconceito ou discriminação contra LGBTs.


Com efeito, o Dr. José Eduardo Tavolieri, em um auditório repleto de estudantes de Direito (ou seja, de bacharéis em formação, que buscam melhor conhecimento participando de eventos da OAB-SP e buscam, por isso, opiniões de juristas em palestras diversas), logo após a finalização do discurso do Dr. Álvaro Villaça, decidiu fazer um aparte para dizer que, embora possua inclusive amigos gays (sic), como se isso fosse uma enorme e benevolente concessão de sua parte, afirmou que recebeu uma educação séria e rigida, [como se os LGBT's não tivessem sido bem educados por suas familias], que é de uma época em que homem gostava de mulher e vice-versa (sic) [como se a homoafetividade não fosse tão antiga como a humanidade], razão pela qual não se sentia à vontade quando saía com sua filha pequena e via dois homens se beijando, pois não sabia o que dizer (sic), em um tom claramente restritivo/contrário às manifestações públicas de afeto entre casais homoafetivos quando ditas manifestações são aceitas/toleradas entre casais heteroafetivos.


Repudia-se, igualmente, a colocação deste mesmo advogado no sentido de que gays não seriam homens e lésbicas não seriam mulheres (sic) e sua conseqüente indagação ao palestrante Prof. Álvaro Villaça se não seria o caso de se emendar o art. 5º, inc. I, da CF/88 para se declarar que homens, mulheres, gays, lésbicas e simpatizantes são iguais perante a lei (sic).


Nesse sentido, o GADvS ratifica as declarações indignadas de pessoas presentes ao evento que, em resposta ao Dr. Tavollieri afirmaram que gays são homens, lésbicas são mulheres e o Dr. José Eduardo Tavolieri é homofóbico (sic). Tal manifestação ensejou resposta do Dr. José Eduardo Tavolieri, que disse que não é homofóbico (!) e que não quis ofender ninguém (!), no que a própria platéia fez um eloqüente som de irônica concordância, deixando clara a hipocrisia de referida fala - pois é obviamente e notoriamente ofensiva a todo e qualquer homossexual (gay ou lésbica) a afirmação segundo a qual o gay não seria um homem e uma lésbica não seria uma mulher... Assim, o GADvS repudia as declarações do Dr. Tavolieri, exposta no parágrafo anterior (destacando-se que não se está repudiando a instituição OAB/SP, mas especificamente o Dr. Tavolieri).


Logo após a manifestação contestatória dos presentes, o Prof. Villaça, dizendo o óbvio, disse que não seria possível a emenda à Constituição Federal, pois todas as pessoas são homens ou mulheres [donde Villaça reconheceu a obviedade segundo a qual gays são homens e lésbicas são mulheres.


Em que pese a correta afirmação supra, desmistificando a ignorância de que gays não seriam homens e lésbicas não seriam mulheres, repudia-se também a postura do Professor Álvaro Villaça pelas diversas piadinhas de cunho nitidamente homofóbico proferidas durante sua palestra, como quando ele, ao se opor à adoção por casais homoafetivos, afirmou que seria estranho a uma criança ter dois pais, afirmando "que a criança vai ter uma mãe com pelos no peito" (sic) e que quando perguntarem para a criança "- Qual o nome do seu pai? José - E da sua mãe? João" (sic), o que fez em um tom nitidamente jocoso, em uma brincadeira de inequívoco mau-gosto que só serve para aumentar estereótipos nitidamente discriminatórios contra os cidadãos homoafetivos [o que passa a ideia de que, por causa da homofobia, não deveríamos combater a homofobia...].


Ressalte-se que o GADvS entende e respeita pessoas que foram criadas em um contexto histórico distinto, pautado por um inconsciente coletivo inequivocamente homofóbico, que (inacreditavelmente) classificava como "verdade universal" a mentira segundo a qual homossexuais seriam pessoas "doentes" e "depravadas", o que a evolução dos tempos tem comprovado não passar de puro preconceito. Contudo, o GADvS não tolera que nenhuma pessoa, independentemente da época em que foi criada, tenha discursos nitidamente preconceituosos, especialmente perante estudantes universitários, que ainda estão em processo de amadurecimento de seu senso crítico e acabam, muitas vezes, aceitando como válidas as afirmações de palestrantes, especialmente quando os mesmos são notoriamente conhecidos como argumentos de autoridade, como o Prof. Álvaro Villaça Azevedo.


Com isso, o GADvS expressa que não está repudiando propriamente o pensamento jurídico do Prof. Álvaro Villaça, que considera que a união homoafetiva não seria uma entidade familiar, mas uma mera "sociedade de fato" (a ser regida pela Súmula n.º 380 do STF, que desvirtua por completo a união familiar para considerá-la como se fosse um mero contrato mercantil), embora o GADvS considere esta posição simplória e desprovida de um raciocínio pautado por conhecimentos basilares de hermenêutica jurídica - como o de que impossibilidade jurídica do pedido só existe quando há enunciado normativo expresso que proíba tal situação (cf. STJ, REsp n.º 820.475/RJ), donde possível é a colmatação da lacuna em questão pelo uso da interpretação extensiva ou da analogia para o reconhecimento da possibilidade jurídica do casamento civil, da união estável e da adoção conjunta por casais homoafetivos (e dizer que a união homoafetiva seria uma hipótese de "casamento inexistente", como faz o Prof. Villaça, é o mesmo que dizer que o pedido de casamento civil/união estável/adoção conjunta por casais homoafetivos seria um pedido juridicamente impossível...).


O GADvS respeita o direito do Prof. Álvaro Villaça de defender a tese jurídica que julgar mais coerente com seu raciocínio jurídico. O que o GADvS não tolera e repudia na postura do Prof. Álvaro Villaça são piadinhas de inequívoco mau-gosto que o mesmo proferiu por elas servirem apenas para difundir ainda mais nefastos estereótipos preconceituosos contra cidadãos e cidadãs homossexuais.

Sem mais para o momento,
GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual



Casarão Brasil

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sábado, 11 de setembro de 2010

Atitude corajosa de uma mãe

Recebi e encaminho a quem possa interessar. Penso que, considerando tantos relatos de atitudes intolerantes, homofóbicas, deploráveis, é muito pouco, mas, de qualquer maneira, o coração da gente se aquece de esperança de que tudo mude, quando ficamos sabendo de atos como os desse relato:

Relato recebido de uma mãe do GPH (ela permitiu a divulgação, com identificação)

No último sábado (04/09/10), fomos convidados por duas amigas, para ir ao Clube Piratininga – São Paulo . Éramos um grupo de familiares e amigos.

O Fe, meu filho e seu companheiro Gió, que eu considero como se também fosse meu filho, os dois foram para a pista dançar, mas, infelizmente, foi solicitado por um dos seguranças do clube, que eles se retirassem da pista de dança.

O ocorrido causou um grande constrangimento, mal estar e vergonha, os meninos ficaram sem ação e eu fui falar com o responsável e organizador do baile Sr. Aroldo. Eu disse a ele que eu iria tomar providências drásticas, e ele revidou dizendo que era norma do Clube dançarem somente homens com mulheres.

Conversando, ele acabou cedendo, e perguntou o que eu queria que ele fizesse para que tudo ficasse bem. Dai me ocorreu que a melhor atitude no momento já que todos tinham presenciado a retirada dos dois da pista, seria ele convidar para que eles voltassem a dançar, mas, sinceramente, não acreditei que ele iria me atender.

No entanto, para minha surpresa, Sr. Aroldo, pegou o microfone, parou a orquestra e convidou os meninos para irem até a pista. Em seguida, ele também me convidou, eu fiquei muito emocionada e feliz. Sr. Aroldo, ao microfone, se desculpou e disse que o importante é o amor e não a orientação sexual, enfim minha amiga foi uma noite inesquecível , a orquestra retornou e nos primeiros acordes o Fe e o Gio, começaram a dançar e os presentes fizeram uma roda em volta deles, para homenageá-los, eu ri e chorei muito de emoção.

E saiba, minha amiga, que muitos dos presentes vieram me cumprimentar pela atitude, até o Sr. Aroldo. E, aproveito para parabenizar o Sr. Aroldo pela atitude humana e corajosa.

Um grande abraço, com toda minha admiração,

Ofelia Rolim